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Guaidó ressurge na rua após acusação de que estaria refugiado em embaixada francesa

O líder parlamentar venezuelano Juan Guaidó durante ato em Caracas, 10 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. junho 2020 - 00:34
(AFP)

O líder opositor Juan Guaidó ressurgiu na rua em vídeos divulgados no sábado (6) por ele próprio, sua equipe e parlamentares aliados depois de o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, afirmar que ele estava refugiado na embaixada francesa em Caracas, o que foi desmentido por Paris.

"Os que estão escondidos são eles (...) Quinze milhões de dólares de recompensa por eles. Eu estou botando a cara", diz Guaidó em um dos vídeos, referindo-se à acusação da justiça americana de "narcoterrorismo" contra o presidente socialista Nicolás Maduro.

Nesta sexta-feira, a França desmentiu que Guaidó, líder do Parlamento opositor e reconhecido como presidente encarregado por meia centena de países, estivesse em sua embaixada.

"O senhor Juan Guaidó não está na residência da França em Caracas. O confirmamos várias vezes às autoridades venezuelanas", afirmou a porta-voz do ministério francês das Relações Exteriores, Agnès von der Mühll.

Os vídeos mostram o dirigente opositor, com máscara e luvas de proteção pela pandemia da COVID-19, em um trajeto a pé por uma fila de carros formada por motoristas que tentam abastecer, enquanto cumprimenta e conversa com alguns deles.

"Aqui os que se escondem são aqueles cuja cabeça está a prêmio", escreveu a deputada opositora Delsa Solórzano, ao divulgar as imagens.

O chanceler Arreaza sugeriu na quinta-feira que Guaidó estaria na embaixada francesa dias depois de Maduro insinuar, sem mencioná-lo, que o dirigente parlamentar estava "escondido" em uma sede diplomática.

"Nós não podemos entrar em uma residência de uma embaixada de qualquer país, neste caso da França ou da Espanha, e que a justiça os leve à força. Não se pode", respondeu Arreaza durante entrevista por rádio a uma jornalista que lhe perguntou sobre a suposta presença de Guaidó na embaixada francesa, assim como por seu mentor, Leopoldo López, que é hóspede na residência do embaixador espanhol em Caracas há mais de um ano.

"Esperamos que estes governos retifiquem (...) e entreguem os foragidos da justiça à justiça venezuelana", acrescentou Arreaza.

Guaidó é alvo de múltiplos processos judiciais, desde que se proclamou presidente interino, em janeiro de 2019, embora não se conheça que exista contra ele uma ordem de prisão.

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