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Huawei lança ofensiva publicitária no Reino Unido

Le siège de Huawei à Reading, à l'ouest de Londres afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. junho 2020 - 10:12
(AFP)

A gigante chinesa de telecomunicações Huawei lançou, nesta segunda-feira, uma grande campanha de comunicação no Reino Unido para convencer o governo a não excluir seus equipamentos da rede 5G.

Nesta campanha publicitária, a Huawei anuncia sua contribuição para a economia do país e reconhece que alguns no Reino Unido estão questionando seu papel na rede 5G.

"A Huawei cresceu no Reino Unido. Estamos aqui há 20 anos e participamos na construção das redes 3G e 4G que usamos todos os dias", diz Victor Zhang, vice-presidente do grupo chinês, em um comunicado à imprensa.

O objetivo da campanha é mostrar ao Reino Unido que "somos responsáveis, fornecemos a melhor tecnologia e nos preocupamos com a segurança", acrescentou Zhang, também chefe do setor de fornecimento no Reino Unido, durante uma teleconferência com jornalistas.

"Também precisamos esclarecer alegações falsas sobre a Huawei, que é uma empresa privada, de propriedade de seus funcionários e independente de qualquer governo", assegurou.

A operação de sedução ocorre no momento em que a participação da Huawei na rede nova geração 5G parece ser questionada no Reino Unido em meio a um clima de desconfiança em relação à China.

O primeiro-ministro Boris Johnson estaria considerando excluir a Huawei da rede 5G até 2023, revelou a imprensa britânica no final de maio.

O governo afirma apenas que está estudando as consequências para a segurança das novas sanções impostas por Washington, que visam impedir a capacidade do grupo chinês de desenvolver semicondutores no exterior graças à tecnologia americana.

No final de janeiro, o governo britânico deu luz verde à participação limitada da Huawei em sua infraestrutura não estratégica, com uma participação de mercado limitada a 35%.

Mas Boris Johnson está sob pressão de membros de seu próprio campo que gostariam de uma política mais firme em relação à China, assim como seu aliado americano, que lidera a campanha contra a Huawei, acusando-a de espionar em benefício de Pequim, o que o grupo sempre negou.

Na semana passada, um senador americano, próximo ao presidente Donald Trump, citou a ameaça de retirada das forças aéreas americanas presentes no Reino Unido, se o governo autorizar a Huawei a participar da rede 5G.

De acordo com o Sunday Times, o embaixador chinês no Reino Unido afirmou que a decisão sobre a Huawei equivaleria a um teste das relações comerciais com Londres, que está procurando parceiros comerciais após sua saída da União Europeia.

E, de acordo com o jornal The Telegraph, o banco HSBC, muito presente na Ásia, alertou Downing Street de riscos de represálias em suas atividades em caso de proibição da Huawei no Reino Unido.

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