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Identificados restos mortais de um dos 43 estudantes desaparecidos no México

(ARQUIVO) Em 25 de setembro de 2019, alunos e familiares dos 43 alunos da escola de treinamento em Ayotzinapa que desapareceram em 2014 protestaram antes do quinto aniversário do fato, na Cidade do México. O Ministério Público anunciou em 7 de julho de 2020 que os restos de um dos estudantes foram identificados. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2020 - 19:56
(AFP)

Os restos mortais de um dos 43 estudantes mexicanos que desapareceram no estado de Guerrero (sul) em setembro de 2014 foram identificados entre outras indícios coletados no âmbito das investigações, informou o promotor do caso, Omar Gómez, nesta terça-feira(07).

"Corresponde ao estudante Christian Alfonso Rodríguez Telumbre", disse Gómez, referindo-se a um dos seis fragmentos ósseos encontrados na região da La Carnicería, no município de Cocula.

O material foi enviado este ano pela Promotoria ao Instituto de Genética da Universidade de Innsbruck, pelo chamado Caso Ayotzinapa. Este é o segundo jovem identificado, depois de Alexander Mora Venancio.

"Sem dúvida, corresponde a um membro inferior" de Rodríguez Telumbre, que na época de seu desaparecimento tinha 19 anos, disse o promotor.

As autoridades estão investigando "como o fragmento de osso identificado hoje foi levado ao local da descoberta", acrescentou Gómez.

O instituto austríaco já havia identificado Mora Venâncio, mas, nesse caso, foram realizados testes de DNA em restos encontrados no rio Cocula.

Durante a administração do presidente Enrique Peña Nieto, o Ministério Público afirmou que tinha indícios para a identificação de outro aluno, Jhosivani Guerrero.

O desfiladeiro La Carnicería fica a 800 metros do rio Colula, onde, segundo a investigação da administração anterior, os restos mortais dos 43 estudantes foram jogados após serem queimados em um depósito de lixo.

Essa investigação foi chamada "a verdade histórica", com a qual se pretendia encerrar o caso.

"A verdade histórica acabou e, enfatizo, o caso ainda está aberto", disse Gómez, que garantiu que os familiares de Christian Alfonso Rodríguez Telumbre foram informados em particular alguns dias antes.

Os 43 jovens desapareceram entre a noite de 26 de setembro e a manhã de 27 de setembro de 2014 em Iguala, Guerrero.

Naquela noite, dezenas de estudantes de Ayotzinapa seguiam para Iguala para pegar os ônibus que seriam usados em manifestações. Mas eles foram baleados por pistoleiros e policiais corruptos.

A versão do governo anterior sustenta que os estudantes desapareceram em uma ação do cartel Guerreros Unidos, que teria confundido os jovens com membros de um grupo rival.

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