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Igreja da Venezuela denuncia 'violência repressiva' contra oposição

Soldados posicionados nas proximidades do Palácio Presidencial em Caracas no dia 4 de agosto de 2018. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. agosto 2018 - 03:48
(AFP)

A Igreja Católica venezuelana denunciou nesta segunda-feira que nas instâncias do poder está se instalando uma "espiral de violência repressiva" para quebrar a dissidência ao governo do presidente Nicolás Maduro.

"Os que se sentem com poder estão usando a única arma dos que não têm razão: a violência repressiva (...). Se quer instaurar uma espiral de violência e se promove o esquartejamento da justiça (...) e a quebra da dissidência", assinala a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV).

Os bispos pediram ao governo que deixe de reprimir e que atenda o povo em suas necessidades, em meio à grave crise econômica que afeta a Venezuela, com hiperinflação e escassez de alimentos, remédios e todo tipo de bens básicos.

"Perseguir, submeter e julgar arbitrariamente é o componente que se observa, enquanto há uma multidão de pessoas precisando de alimentos, medicamentos, luz elétrica, transporte público, gás, salários dignos e fim da inflação", destaca o comunicado da CEV.

A Igreja pede ainda que se respeite todos os direitos dos detidos, e "isto exclui, desde logo, não apenas qualquer tipo de tortura e tratamento cruel, desumano e degradante, mas também as condições de reclusão em situação de isolamento, a completa impossibilidade de comunicação e a falta de contato com outros seres humanos".

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