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Israel aprova vacinação para adolescentes entre 12 e 15 anos

Adolescente recebe a primeira dose da vacina anticovid da Pfizer em Los Angeles, Califórnia, 14 de maio de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. junho 2021 - 17:49
(AFP)

O ministério da Saúde israelense anunciou, nesta quarta-feira (2), que os adolescentes entre 12 e 15 anos poderão ser vacinados contra o coronavírus, apesar de "um vínculo possível" entre a vacina da Pfizer/BioNTech e a miocardite entre homens jovens.

Na terça-feira, Israel levantou praticamente todas as restrições por covid após uma ampla e rápida campanha de vacinação em nível nacional para maiores de 16 anos. Nesse dia, foram registrados apenas quatro novos casos.

O ministério da Saúde anunciou ontem as conclusões de uma investigação sobre esse possível vínculo entre a miocardite, ou inflamação do músculo cardíaco, e as vacinas contra a covid-19 aplicadas em Israel.

Uma sequência de 275 casos de miocardite ocorridos entre dezembro de 2020 e maio de 2021 sobre mais de cinco milhões de pessoas vacinadas, determinou que 148 deles "ocorreram muito perto do momento da vacinação", 27 após a primeira dose e 121 depois da segunda.

"Existe alguma probabilidade de um eventual vínculo entre a segunda vacina e a aparição de miocardite entre meninos jovens de 16 a 30 anos", disse o ministério, e "foi mais forte entre a faixa etária mais jovem, entre 16 e 19".

Além disso, o ministério indicou que 95% das pessoas com miocardite "foi considerada com casos leves" e recomendou a vacinação "para os grupos de risco, incluindo adolescentes com risco médico de desenvolver casos graves de coronavírus, adolescentes que vivem com familiares de risco e as famílias que planejam viajar para o exterior".

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