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Jogador nigeriano diz que violência do Boko Haram não afetará seleção

O meia da Nigéria John Obi Mikel declarou, neste domingo, que os ataques do grupo radical islâmico Boko Haram não vão "afetar" a seleção nacional, que enfrenta a França nesta segunda-feira pelas oitavas de final da Copa. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2014 - 23:33
(AFP)

O meia da Nigéria John Obi Mikel declarou, neste domingo, que os ataques do grupo radical islâmico Boko Haram não vão "afetar" a seleção nacional, que enfrenta a França nesta segunda-feira pelas oitavas de final da Copa.

"É uma tragédia, mas estamos aqui para fazer nosso trabalho. Temos uma partida para jogar. É preciso continuar vivendo", afirmou o jogador do Chelsea.

"É o nosso trabalho. O que acontece no país é muito preocupante, mas não tem de nos afetar. Temos de continuar jogando para dar união e entusiasmo ao país. Vamos continuar fazendo isso, na esperança de que o futebol una nosso país nas regiões onde há problemas", acrescentou.

Neste domingo, homens que seriam do Boko Haram atacaram igrejas perto de Chibok, cidade do nordeste da Nigéria. De acordo com testemunhas, há "dezenas" de mortos. Nessa localidade, mais de 200 estudantes adolescentes foram sequestradas em meados de abril.

Esse é o último de uma longa série de atentados, agora quase diários, atribuídos ao grupo armado desde o início de sua insurreição há cinco anos.

Na última quarta, a capital Abuja foi sacudida por um atentado a bomba, que deixou 21 mortos e 17 feridos em um shopping lotado.

Vários centros de transmissão das partidas da Copa e campos de futebol foram atacados recentemente pelo Boko Haram. Em diferentes vídeos postados on-line, o chefe desse movimento, Abubakar Shekau, descreve o futebol como uma perversão ocidental destinada a afastar os muçulmanos da religião.

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