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Justiça peruana ordena prisão de vários ex-assessores do presidente Vizcarra

Polícia em guarda em frente ao Congreso em Lima, em 16 de setembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. outubro 2020 - 16:19
(AFP)

A Justiça peruana ordenou a prisão de vários ex-funcionários ligados a um polêmico contrato com um cantor, em um caso que quase custou o impeachment do presidente Martín Vizcarra - informou o Ministério Público nesta sexta-feira (2).

"O Ministério Público dirige operação visando à prisão preliminar de 10 investigados por supostos crimes de corrupção cometidos na contratação do fornecedor Richard Cisneros Carballido no Ministério da Cultura, entre 2018 e 2020", afirmou o MP em sua conta no Twitter.

Ele acrescentou que a medida faz parte "da investigação sobre os crimes de conluio agravado e negociação incompatível", que inclui Mirian Morales, Óscar Vásquez e Karem Roca Luque, ex-funcionários próximos do presidente Vizcarra.

Cisneros, cantor pouco conhecido que se gabava de ter sido assessor do governo, tornou-se o centro das atenções em maio quando a imprensa descobriu que, em meio à pandemia, o Ministério da Cultura o havia contratado como conferencista.

Como resultado, o Congresso abriu uma investigação sobre os contratos pelos quais Cisneros recebeu cerca de 50.000 dólares.

E, há algumas semanas no Parlamento, foram vazados vários áudios onde o próprio Vizcarra, reunido com Roca e Morales na sede do Executivo, pede-lhes que mintam sobre a quantidade de vezes que o cantor foi à sede do Governo.

Isso levou a um julgamento de impeachment pelo Congresso em 18 de setembro. Vizcarra escapou, diante da incapacidade da oposição de reunir votos suficientes para tirá-lo do cargo.

O presidente peruano negou ter cometido quaisquer ações ilegais no caso e reiterou que os ex-funcionários envolvidos traíram sua confiança com as gravações.

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