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Keiko Fujimori critica moção para destituir presidente peruano

(Arquivo) A opositora peruana Keiko Fujimori afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. setembro 2020 - 18:44
(AFP)

A opositora Keiko Fujimori, maior adversária do presidente peruano, Martín Vizcarra, criticou neste domingo a moção para destituí-lo e pediu que o Congresso atue com "cautela".

"Até hoje, não existem elementos suficientes, nem procedimentos necessários para destituir o presidente", afirmou Keiko em vídeo publicado nas redes sociais.

O Congresso votará na próxima sexta-feira a destituição de Vizcarra, por suspeita de ter pedido que duas assessoras investigadas em um caso de supostas irregularidades no contrato de um cantor mentissem, segundo áudios divulgados na última quinta-feira.

A primogênita do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e líder do partido opositor Força Popular (direita) disse que destituir um presidente é uma medida extrema, tomada após se esgotarem todas as outras vias. "Se no caminho aparecerem elemenos adicionais que nos mostrem que esta medida é indispensável, não hesitaremos em apoiá-la. Até que isto aconteça, devemos esgotar as outras possibilidades", assinalou.

Keiko, duas vezes candidata à presidência, passou mais de um ano em prisão preventiva devido à investigação do escândalo envolvendo a brasileira Odebrecht. Ela manifestou que o Peru enfrenta momentos difíceis com a pandemia e recessão, motivo pelo qual o Congresso deve agir com "cautela".

Com 15 legisladores, o Força Popular é a quarta bancada no fragmentado Congresso peruano, após perder, há um ano, a hegemonia conquistada em 2016, quando Vizcarra dissolveu constitucionalmente o parlamento em meio a choques com o fujimorismo.

O partido de Keiko promoveu duas moções de destituição contra o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, que levaram à renúncia do mesmo em 2018.

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