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López Obrador relativiza impacto da COVID-19 no México

Foto divulgada pela assessoria de imprensa da presidência do México mostra o presidene mexicano Andres Manuel Lopez Obrador em coletiva de imprensa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. agosto 2020 - 19:11
(AFP)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, relativizou, nesta sexta-feira (7), o impacto da pandemia de COVID-19 em seu país, que na quinta-feira ultrapassou a marca das 50.000 mortes pela doença, alegando que não foi tão afetado como outras nações.

"No conjunto das nações afetadas pela pandemia, nós não fomos tão atingidos", afirmou o presidente em coletiva de imprensa no estado de Baixa Califórnia do Sul, no noroeste do país.

O México, com 128,8 milhões de habitantes, registrou até esta quinta-feira 50.517 mortes e 462.690 casos confirmados de COVID-19, segundo dados oficiais.

López Obrador acrescentou que, embora a situação seja dolorosa e "até de mau gosto" fazer comparações, o México ocupa o quinto lugar do continente americano em número de mortes em relação à sua população.

"Há mais mortes em relação à população nos Estados Unidos, Brasil, Chile, Peru do que no México. Se nos compararmos com a Europa, há mais mortes na Espanha, França, Inglaterra (Reino Unido) do que no México", detalhou o presidente, que não mencionou números.

A comparação entre países por número de mortos apresentada por López Obrador coincide com o registrado pela contagem realizada pela AFP com base em dados oficiais.

Segundo a análise da AFP, o México registra 391,81 mortes por milhão de habitantes, o quinto lugar de uma lista liderada pelo Peru, com 619,44 mortes por milhão; Chile, com 517,31; Estados Unidos com 483,69 e Brasil, com 463,67.

O Reino Unido, com 685,13 mortes por milhão; a Espanha com 609,63; e França com 448,96 superam o México, conforme demonstrado pela análise.

Além disso, o presidente mexicano defendeu a equipe do governo responsável pelo combate à pandemia e seu porta-voz principal, o vice-secretário de Saúde, Hugo López-Gatell.

Destacou também que seu governo "levantou o sistema de saúde" aumentando a infraestrutura hospitalar, que passou de 2.800 leitos de terapia intensiva (UTI) no início da emergência para 12.000 hoje, evitando a saturação dos hospitais. "Ninguém ficou sem ser atendido", disse.

López Obrador também expressou seus pêsames aos familiares das vítimas.

"Cada perda de vida humana é uma tragédia, é uma família, não são números, não são dados", concluiu.

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