Navigation

Lei em Israel permite saber identidade de pessoas não vacinadas

Profissional de saúde prepara uma vacina anticovid na cidade costeira de Tel Aviv em 18 de fevereiro de 2021. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. fevereiro 2021 - 18:52
(AFP)

O Parlamento israelense (Knesset) autorizou nesta quarta-feira (24) o Ministério da Saúde a revelar a outras autoridades do país as identidades das pessoas não vacinadas contra a covid-19, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos cidadãos que se recusam a se inocular.

A lei, aprovada por 30 votos a favor e 13 contra, dá às autoridades locais, ao diretor-geral do Ministério da Educação e a alguns membros do Ministério dos Assuntos Sociais o poder de obter nomes, endereços e números de telefone de pessoas não vacinadas.

O objetivo do texto, válido por três meses ou até que seja decretado o fim da pandemia, é "ajudar essas organizações a incentivar a vacinação de pessoas, comunicando-se pessoalmente com elas", segundo nota de imprensa do Parlamento.

Israel já administrou duas doses da vacina Pfizer/BioNTech a três milhões de pessoas, cerca de um terço da população (estimada em cerca de 9 milhões de pessoas).

O governo autorizou a reabertura de shoppings e lojas a partir de domingo, no marco de seu terceiro desconfinamento desde o início da pandemia da covid-19.

Embora alguns locais sejam abertos a todos, outros só são acessíveis a quem usa o “crachá verde”, o que significa que já recebeu duas doses da vacina ou foi curado da doença, o que parte da população considera uma forma de discriminação.

No debate parlamentar na quarta-feira, o líder trabalhista Merav Michaeli acusou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de "negar aos cidadãos (...) a confidencialidade de suas informações médicas".

Enquanto isso, o deputado Haim Katz, do partido de direita Likud de Netanyahu, disse que a lei é uma forma de encorajar a vacinação. O primeiro-ministro pediu aos cidadãos israelenses que se vacinassem "para poder voltar à vida normal".

A meta é vacinar 6,2 milhões de pessoas até abril.

Oficialmente, pouco mais de 760.000 infecções foram encontradas no país, entre as quais pouco mais de 5.600 mortes.

Partilhar este artigo

Modificar sua senha

Você quer realmente deletar seu perfil?