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Médicos e voluntários participam de testes de vacina contra covid-19 no Bahrein

Participantes de testes de vacina contra covid-19 em Manama, em 27 de agosto de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. setembro 2020 - 12:44
(AFP)

"É um serviço oferecido à humanidade", afirma orgulhoso Mohamed al Blushi, um dos 6.000 voluntários que participam em um teste em larga escala de uma vacina contra o coronavírus patrocinado pela China no Bahrein.

Em um centro de convenções adaptado para a pesquisa em Manama, capital do pequeno país do Golfo, equipes médicas administram doses de um fármaco experimental aos voluntários. "É um um serviço muito pequeno oferecido ao nosso país", insiste Al Blushi.

Outros participantes, de máscaras, aguardam em uma fila para receber as doses da vacina, doar sangue ou preencher formulários em um local que, antes da crise do coronavírus, abrigava feiras do livro, de joias e outros eventos.

O laboratório farmacêutico chinês Sinopharm iniciou os testes da vacina contra a covid-19 no Bahrein em agosto, depois de começar uma pesquisa similar com 15.000 pessoas em julho nos Emirados Árabes Unidos.

Atualmente, mais de 30 potenciais vacinas são testadas ao redor do mundo, com a esperança de acabar com uma pandemia que matou mais de 850.000 pessoas, segundo um balanço da AFP.

No Bahrein, os cientistas buscam determinar quantos pacientes contraem o coronavírus depois de receber duas doses da vacina, além de detectar qualquer reação indesejável ao fármaco.

Os pacientes com covid-19 foram excluídos do teste, assim como as mulheres grávidas e pessoas com o sistema imunológico debilitado.

Até o momento, um terço dos participantes foram inoculados com a vacina, informa Khalila Sayed Jawad, do ministério da Saúde.

"Entre as doses vamos seguir controlando, seja por telefone ou, se necessário, com uma visita direta", explica à AFP.

Bahrein, com uma população de 1,5 milhão de habitantes, registrou até o momento mais de 51.000 casos de covid-19, com 189 mortes.

Para Hanin al Busta, médica que trabalha na pesquisa, é essencial que os voluntários se apresentem para o estudo.

"As longas horas que passamos tratando e testando pessoas em todo o país seriam desperdiçadas se não encontrarmos uma vacina que nos proteja e as próximas gerações".

"Incentivamos a todos que permaneçam saudáveis, se protejam e participem no teste", insiste.

Além das mais de 30 "candidatas a vacinas" em testes clínicos em todo o planeta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora outras 143 potenciais vacinas que estão em fase de avaliação pré-clínica em laboratório.

Em 11 de agosto, a Rússia anunciou ter desenvolvido a primeira vacina do mundo que oferece uma "imunidade duradoura" e afirmou que estava na etapa final de testes em humanos.

Mas o anúncio de Moscou foi recebido com ceticismo em todo o mundo e a OMS se expressou dúvidas.

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