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México aceita pedido da ONU e vai ceder vacinas da covid-19 para países mais pobres

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, antes do jantar de trabalho na Casa Branca, em 8 de julho de 2020, em Washington, D.C. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. janeiro 2021 - 21:41
(AFP)

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse no domingo (17) que aceitava uma redução no ritmo de entrega das vacinas da Pfizer/BioNTech contra a covid-19, respondendo a um apelo da ONU aos países ricos para que compartilhassem doses extras compradas com as nações mais pobres.

"Estamos de acordo com isso, que baixem (as doses) e depois reponham o que pertence a nós", afirmou o presidente do México durante um evento público no estado de Guerrero.

López Obrador não deu detalhes sobre a magnitude da redução, a data de aplicação do corte, ou quando as vacinas serão respostas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou na última sexta-feira (15) o "fracasso da solidariedade" diante da vacinação, criticando que países mais prósperos compram doses além de suas necessidades, "enquanto os mais pobres do mundo não têm nenhuma".

Ele também apontou que é "essencial" que os países se comprometam a compartilhar doses excessivas de vacinas.

O México fechou um acordo no início de dezembro com a Pfizer para comprar 34,4 milhões de doses, suficientes para proteger 17,2 milhões de pessoas.

A primeira remessa, de apenas 2.925 doses, chegou no último dia 23 de dezembro, mas as quatro seguintes foram maiores, até somarem 546.975 em 12 de janeiro.

López Obrador se mostrou a favor de que "não haja acumulação" e que a ONU "disponibilize essas vacinas aos países mais pobres".

"De qualquer modo, não muda o nosso plano, porque já estamos procurando outras vacinas, não só a da Pfizer (...) De modo que vamos ter vacinas suficientes", acrescentou o presidente de esquerda.

Horas após o anúncio de López Obrador, as autoridades sanitárias confirmaram a renúncia da dra. Miriam Veras Godoy, responsável pelo plano nacional de vacinação contra a covid-19, por "motivos pessoais".

"Não deixa um buraco. Ela simplesmente tomou esta decisão, e continuaremos caminhando com uma operação que tem grandes desafios", afirmou Ricardo Cortés, diretor de Promoção da Saúde do México, ao comentar a saída de Miriam Veras.

O país tem também acordos de aquisição com o projeto sino-canadense CanSinoBio (35 milhões de doses) e com a britânica AstraZeneca (77,4 milhões), além de fazer parte da iniciativa internacional Covax, que lhe permite a compra de mais 51,6 milhões, e planejar a compra de 24 milhões de unidades da vacina russa Sputnik V.

Com 128 milhões de habitantes, o México é o quarto país com mais mortes na pandemia, com 140.241 óbitos, conforme balanço da AFP com base em dados oficiais.

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