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Massacre atribuído ao ELN deixa cinco mortos, inclusive uma menina, na Colômbia

Uriel, comandante do ELN morto em outubro e uma das figuras mais midiáticas do grupo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. dezembro 2020 - 22:31
(AFP)

Cinco pessoas, incluindo uma menina de três anos, foram mortas no norte da Colômbia, em um massacre atribuído aos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) pelo governo nesta segunda-feira (28).

O ataque ocorreu no domingo em La Honda, uma área rural do distrito de Bolívar, disse a assessoria de imprensa da prefeitura à AFP.

O ministro da Defesa, Carlos Holmes Trujillo, afirmou que, "segundo algumas versões", se trataria de um "ataque violento e seletivo do ELN contra essas pessoas".

Depois de anunciar um aumento da força na região, Holmes ofereceu uma recompensa de até 12.000 dólares por informações que levassem à captura dos responsáveis e até 14.200 por "Santiago", codinome de Guillermo Ariza, comandante do grupo.

Última guerrilha reconhecida na Colômbia após o acordo de paz com as FARC em 2016, o ELN ainda não respondeu à acusação.

Segundo a polícia, os rebeldes enfrentam na área dissidentes que não aceitaram o pacto de paz com as FARC.

De acordo com o observatório independente Indepaz, uma ex-combatente da guerrilha marxista dissolvida foi morta nesse massacre, o 90º registrado este ano na Colômbia.

Surgido em 1964 no calor da revolução cubana, o ELN tem cerca de 2.300 combatentes e uma extensa rede de apoio em zonas urbanas.

O país vive uma das piores ondas de violência este ano desde o acordo com as FARC e o governo responsabiliza os grupos financiados pelo narcotráfico e a mineração ilegal.

Em mais de meio século, o conflito armado deixou mais de nove milhões de vítimas entre mortos, desaparecidos e desalojados.

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