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Ministro da Saúde da Bolívia prevê 'muitos mortos' por coronavírus

O ministro da Saúde da Bolívia, Marcelo Navajas, fala durante uma coletiva de imprensa sobre o coronavírus, na sede presidencial da Grande Casa do Povo, em La Paz, em 13 de abril de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. maio 2020 - 00:09
(AFP)

O ministro da Saúde boliviano, Marcelo Navajas, traçou um panorama sombrio para o país nesta quarta-feira (6) com "muitos mortos" nos próximos meses devido ao coronavírus, em um relatório à Câmara dos Deputados, dominada pela oposição.

A Bolívia "terá muitos mortos", disse Navajas, embora não tenha estimado quantos. Além disso, "se este mês for bom, estaremos na média dos 10.000 infectados e, por esse motivo, nenhum país do mundo, nem mesmo o maior, foi capaz de responder com seu sistema de saúde", afirmou.

Ele também previu que "a pandemia deve começar a diminuir quando 60% ou mais da população estiver contaminada e quando ultrapassar 80% a 70%, vamos dizer que vencemos".

Desde que a Bolívia registrou os dois primeiros infectados em 10 de março, o número não parou de crescer. Segundo o último relatório, há mais de 1.800 infectados e cerca de 90 mortes.

O ministro acredita que a Bolívia terá "mais mortes se não pudermos contar com o pessoal de saúde que necessitamos nos hospitais para tratar esta doença".

Carlos Mesa, ex-presidente (2003-2005) e candidato à presidência, afirmou que "o governo está sendo vencido" pela situação.

A Bolívia está desde 22 de março (e até 10 de maio) sob confinamento total com fechamento de fronteiras, rigorosas limitações à circulação de veículos e proibição de sair às ruas.

A partir de segunda-feira, 11 de maio, o governo de transição boliviano se propõe a planejar uma quarentena flexível em algumas regiões do país.

Santa Cruz de la Sierra (leste) é a região boliviana mais atingida pela COVID-19, com mais da metade dos infectados no país. La Paz (oeste) e Beni (nordeste) são os outros dois mais afetados pelo vírus.

Em meio à pandemia, a Assembleia Plurinacional da Bolívia, dominada pelo partido do ex-presidente Evo Morales, promulgou no fim de semana uma lei que permite às autoridades eleitorais convocar eleições em um período não superior a 90 dias (no final de Julho ou início de agosto).

A presidente interina (direita) Jeanine Áñez rejeitou a medida "em defesa da vida e da saúde dos bolivianos".

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