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Morales denuncia estratégia judicial para tornar seu partido ilegal na Bolívia

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales (D), ao lado do candidato às eleições pelo partido MAS, Luis Arce (E), em fevereiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. julho 2020 - 18:24
(AFP)

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales denunciou nesta quarta-feira (01) uma "estratégia judicial" do governo interino de Jeanine Áñez para tornar ilegal seu partido e tirar seu candidato Luis Arce da disputa eleitoral, favorito para as eleições de 6 de setembro.

"Denunciamos à comunidade nacional e internacional que, a dois meses das eleições na #Bolívia, o governo de fato iniciou uma estratégia judicial com fins políticos para desabilitar nosso candidato @LuchoXBolivia e o MAS (Movimento para o Socialismo) e impedir nossa participação eleitoral", tuitou Morales (2006-2019) de seu refúgio na Argentina, onde vive desde dezembro após renunciar um mês antes.

O governo acusa Morales de estar envolvido em um escândalo milionário devido a uma compra em maio com um sobrepreço de respiradores espanhóis para pacientes com coronavírus, em uma operação realizada durante a gestão da direitista Áñez, que concorre à eleição.

Uma investigação policial estabeleceu supostas ligações telefônicas entre um dos envolvidos no caso e Morales, assim como com os ex-ministros Gabriela Montaño (Saúde), que está na Argentina, e Carlos Romero (Interior), que na terça-feira deixou cinco meses de prisão para entrar em prisão domiciliar.

O vice-ministro de Transparência Institucional, Guido Melgar, pediu ao Ministério Público que investigasse Morales e seus colaboradores.

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