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Mulheres protestam no México por assassinato de menina de 7 anos

(17 fev) Funeral da menina assassinada, na Cidade do México afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. fevereiro 2020 - 17:27
(AFP)

Dezenas de mulheres protestaram nesta terça-feira (18) na residência presidencial mexicana pelo assassinato de uma menina de 7 anos na capital do país, um caso que gerou raiva e indignação em um país com violência recorrente.

Enquanto isso, milhares de vizinhos da cidadezinha de Tulyehualco, a sudeste da Cidade do México, despediram a menina, cujo corpo foi encontrado com sinais de tortura no último final de semana, gerando protestos na segunda no colégio onde ela estudava, durante o seu funeral e nas redes sociais.

Vestindo roupas pretas e algumas com o rosto coberto por lenços, as mulheres exigem das autoridades alguma iniciativa para conter a alta impunidade e a violência de gênero.

As circunstâncias do assassinato ainda são desconhecidas.

Com gritos de "Estupram mulheres, protegem monumentos!", as manifestantes querem que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador assuma a sua responsabilidade de conter a violência contra as mulheres.

"Senhor, senhora, não seja indiferente! Estão matando as mulheres bem na cara da gente!" e "os feminicídios são crimes de Estado", gritavam elas.

Pouco depois, fizeram um minuto de silêncio pela menor assassinada e voltaram a pedir justiça.

O presidente, por sua vez, respondeu que as autoridades da cidade analisam esse caso e que seu governo trabalha sobre as causas que originam a violência.

"Estamos compreendendo as causas e pensamos que teremos uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna, com valores, onde o individualismo não seja o que prevaleça, mas sim o amor ao próximo", disse López Obrador em sua habitual conferência matinal.

Ao ser questionado pela imprensa, o presidente disse que não concorda com a criação de uma promotoria especializada em investigar feminicídios.

O corpo da menina foi encontrado no sábado em Tláhuac, após ter sido registrada como desaparecida desde 11 de fevereiro.

Segundo informações, a mãe da menina foi buscá-la na escola e, ao não encontrá-la, iniciou a busca. Segundo imagens obtidas pelas autoridades, no dia em que a garota desapareceu ela estava sendo levada por outra mulher.

O assassinato da menina chocou o país dois dias depois que centenas de mulheres protestaram em várias cidades do México pelo feminicídio de Ingrid Escamilla, uma mulher de 25 anos que foi assassinada por seu parceiro ao norte da capital mexicana.

Em 2019, o México registrou 1.006 vítimas de feminicídi, segundo dados oficiais, embora o número possa ser maior por causa das dificuldades para tipificar essa modalidade de crime, segundo especialistas.

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