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Nicarágua defende estratégia anticonfinamento contra a COVID-19

Homem trabalha na fabricação de caixões em meio à pandemia de coronavírus na Funeral La Amistad, em Manágua, em 22 de maio de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. maio 2020 - 00:02
(AFP)

A Nicarágua defendeu como acertada sua decisão de não fechar o país para conter a COVID-19 e acusou a oposição de tentar "enfraquecer" o governo com a pandemia, segundo um "livro branco" divulgado nesta segunda-feira (25) pelas autoridades.

Seu conteúdo foi qualificado como "mentiroso" e "falacioso" por médicos e opositores.

A publicação ressalta que "a situação da pandemia está sob controle" e rejeita críticas de especialistas em saúde e organizações internacionais pela falta de medidas de contenção.

O texto foi divulgado pela presidência uma semana após o anúncio de um aumento exponencial de 25 para 279 infecções e 17 mortes. No entanto, a ONG Citizen Observatory registra 2.300 casos e mais de 400 óbitos, além de hospitais em colapso.

"Eles criticam o governo por não estabelecer uma quarentena, não fechar fronteiras, não proibir a entrada de estrangeiros em território nacional ou suspender o ano letivo em escolas e universidades públicas, tudo com o objetivo de enfraquecer a economia", diz o livro.

O executivo justificou que "tomar medidas drásticas de fechamento teria um efeito debilitante sobre a economia, mais ainda, poderia ser catastrófico".

"A Nicarágua segue o mesmo exemplo da Suécia, mas entre os países em desenvolvimento, que adotou uma alternativa ao fechamento total de atividades", acrescenta o livro.

A ex-ministra da Saúde da década de 1980, Dora María Téllez, considerou a comparação com a Suécia "ofensiva". "A Nicarágua está a anos-luz" de alcançar os níveis de bem estar que a população sueca tem e, ironicamente, mencionou que "todos que lerem esse livro branco vão rir",indicou Téllez.

O epidemiologista Álvaro Ramírez afirmou que "o livro branco é um monte de mentiras organizadas, o que dá uma imagem falsa de que o governo está fazendo alguma coisa, mas que não representa nenhum benefício e as pessoas vão pagar com seus mortos".

O governo acusa a "oposição golpista" de uma campanha maciça de desinformação para "minar a confiança no governo" e criar medo na população com informações falsas sobre uma quarentena para provocar pânico e uma corrida aos supermercados e projetar uma visão de caos ao exterior.

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