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Nicarágua registra forte aumento de casos e mortes por COVID-19

Homem trabalha na fabricação de caixões em meio à pandemia de coronavírus na Funeral La Amistad, em Manágua, em 22 de maio de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. maio 2020 - 21:33
(AFP)

A Nicarágua registrou nesta terça-feira (26) um aumento acentuado no número de casos da COVID-19, chegando a 759, além de 35 mortes contabilizadas hoje, bem acima do balanço divulgado pelo governo última semana, segundo o Ministério da Saúde (MINSA).

Entre 19 e 26 de maio, foram registrados 480 novos casos e 18 mortes, além de um total de 759 casos e 35 mortos, segundo o relatório do secretário-geral do ministério, Carlos Sáenz.

Diferentemente de outros países, as autoridades nicaraguenses da saúde apresentam seus números da COVID-19 uma vez por semana, e antes de registrar 279 casos na última semana, as autoridades tinham registrado somente 25 infectados pelo vírus.

Sáenz disse que desde o primeiro caso no último 18 de março, 885 pessoas receberam tratamento e 370 se recuperaram.

O relatório revela um aumento da pandemia pela segunda semana consecutiva, mas as autoridades ainda não reconheceram a existência transmissão comunitária.

A ONG Observatório Cidadão contabilizou 2.300 casos até 20 de maio, mais de 400 mortes e um sistema de saúde em colapso.

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Clarissa Etienne, disse nesta terça em Washington que já existe "transmissão comunitária" na Nicarágua, o que indica que o vírus circula em um território sem que as autoridades de saúde possam perceber a origem dos casos.

Etienne alertou que as projeções são de um "aumento acentuado" da pandemia para esse país de 6,2 milhões de pessoas.

"Projetamos um forte aumento de casos na Nicarágua, independentemente das limitações que temos no acesso aos dados", disse Etienne durante uma videoconferência em Washington.

Ciro Ugarte, diretor de emergência da Opas, considerou que para reduzir o impacto da pandemia, "é essencial tornar transparentes os dados" da COVID-19, para que a população possa tomar medidas de precaução adequadas.

A Opas solicitou o envio de especialistas para realizar uma avaliação epidemiológica do país, mas o governo não respondeu ao pedido, segundo a organização.

A Nicarágua não estabeleceu medidas de contenção para impedir a disseminação do coronavírus, e até promove aglomerações, questões criticadas pelas organizações internacionais e dos direitos humanos.

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