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O imaginário coletivo atraído pelos buracos negros

(Arquivo) Ilustração de buraco negro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. abril 2019 - 19:52
(AFP)

Por causa de sua invisibilidade, sua força destrutiva e sua misteriosa razão de ser, os buracos negros ganharam um lugar no imaginário coletivo, como mostram os filmes "Interestelar" e "O Buraco Negro", assim como a famosa obra "Uma Breve História do Tempo", de Stephen Hawking.

"O buraco negro é o grande desconhecido que reúne todos os extremos, desafiando até mesmo a imaginação e, portanto, fascina", explicou à AFP a youtuber francesa Florence Porcel, que se dedicada à divulgação científica.

- Invisível e, portanto, misterioso -

Como nada pode escapar aos buracos negros, nem a matéria nem a luz, estes são invisíveis. Mas também estão extremamente distantes, então só seriam acessíveis através de viagens interestelares, um tema reservado, por enquanto, à ficção científica.

"O mistério cria emoção!", diz Brigitte David, do Planetário de Paris, onde o filme "Buracos Negros" é de longe o que mais levanta dúvidas entre o público.

E a magia ainda permanecerá por um longo tempo, porque embora se possa realizar uma simulação visual do buraco negro visto do lado de fora, "o que está por trás são coisas muito complicadas que ainda não foram resolvidas", assegura o astrofísico francês Jean-Pierre Luminet, autor de vários livros sobre este assunto.

"O Buraco Negro", filme da Disney lançado em 1979, é uma "versão muito 'parque de diversões' sobre os buracos negros, mas teve o mérito de popularizá-los entre as gerações que o viram", explica Philippe Guedj, jornalista do site PointPop francês.

- A distorção do tempo -

"Além de invisíveis, os buracos negros distorcem o espaço e o tempo, alimentando o imaginário coletivo, estimulando a curiosidade", diz Brigitte David.

"É um lugar onde até o tempo e o espaço mudam de definição, é um objeto ideal para autores de ficção científica!", segundo Porcel.

Por exemplo, em "Interestelar", um filme dirigido por Christopher Nolan no qual um grupo de astronautas tenta salvar a humanidade, um pai (Matthew McConaughey) rejuvenesce no espaço a ponto de ser mais jovem que sua filha, que permanece na Terra.

- Um nome na medida do monstro -

O físico John Archibald Wheeler inventou o termo "buraco negro" nos anos 1960.

"Na realidade, os buracos negros não são nem buracos, nem negros... São esferas que resplandecem. Mas desde sempre, o seu nome influi no imaginário coletivo", reconhece Porcel.

- Stephen Hawking, indissociável -

Vários meses após o lançamento de seu livro "Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros" em 1988, o astrofísico britânico Stephen Hawking se tornou uma estrela, com referências em videogames, filmes e séries como "The Big Bang Theory", em que ele interpretou a si próprio.

Também participou de um episódio da série "Jornada nas Estrelas" em 1993, na qual personificou seu próprio holograma jogando pôquer com os de Albert Einstein e Isaac Newton, e com o androide Data.

- Os buracos negros em Hollywood -

Além de "Interestelar", os buracos negros também estão presentes em outros filmes, como "Contato" (dirigido por Robert Zemeckis e baseado no romance do divulgador e astrofísico Carl Sagan), em episódios de "Star Trek", muitos quadrinhos, bem como nas caricaturas franco-japonesas dos anos 80 "Ulisses 31".

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