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OPAS aplicará US$ 10 milhões na Venezuela após acordo Maduro-Guaidó, diz oposição

Foto divulgada pela presidência da Venezuela mostra o presidente Nicolás Maduro (c) durante vídeoconferência com os membros de seu gabinete, no Palácio de Miraflores afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. junho 2020 - 16:50
(AFP)

Dez milhões de dólares serão administrados na Venezuela pela Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) contra a COVID-19, após um acordo assinado na terça-feira pelo governo de Nicolás Maduro e um delegado de Juan Guaidó, disse o braço direito do líder da oposição no Parlamento.

O deputado opositor Juan Pablo Guanipa, vice-presidente da unicameral Assembleia Nacional, afirmou que são recursos "designados" pelo "governo interino" de Guaidó, chefe parlamentar reconhecido como presidente da Venezuela por cinquenta países, liderados pelos Estados Unidos. A OPAS, segundo o legislador, condicionou sua gestão a um endosso do governo de Nicolás Maduro.

"Em meio à crise humanitária complexa em que vivemos (...), o governo interino de Juan Guaidó, com a aprovação da Assembleia Nacional, destinou alguns recursos no valor de US$ 10 milhões que serão atribuídos" à OPAS "para investir na Venezuela", disse Guanipa em um vídeo divulgado nas redes sociais na noite de quarta-feira.

"A OPAS condicionou sua participação à aceitação pela ditadura", acrescentou referindo-se ao governo de Maduro.

O acordo assinado na terça-feira por funcionários de Maduro e Guaidó indica que "ambas as partes se propõem a trabalhar em coordenação", com o apoio da OPAS, "na busca de recursos financeiros que contribuam para fortalecer as capacidades de resposta do país" ao coronavírus. Não requer valores ou condições para sua execução.

O governo dos EUA deu a Guaidó o controle das contas da Venezuela nos Estados Unidos e empresas como a filial da estatal PDVSA nesse país, Citgo.

Depois que a equipe de Guaidó anunciou na terça que a OPAS receberia "fundos aprovados para ajuda humanitária", o ministro de Comunicação e Informação de Maduro, Jorge Rodríguez, o acusou de tentar "politizar algo que não precisa ser politizado".

O acordo foi assinado pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado; um delegado médico do Parlamento, Julio Castro; e um representante da OPAS.

Segundo dados oficiais, na Venezuela, um país de cerca de 30 milhões de habitantes, há 1.952 casos e 20 mortos por COVID-19, saldo questionado por organizações como Human Rights Watch.

A pandemia encontrou o país atolado em um colapso econômico, com hiperinflação e serviços públicos deteriorados, uma crise que causou o êxodo de cerca de cinco milhões de venezuelanos desde o final de 2015, segundo a ONU.

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