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Opas denuncia patamar 'preocupante' de casos e mortes por covid-19 nas Américas

(Janeiro) Mulher é vacinada em Quito afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. maio 2021 - 16:10
(AFP)

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou nesta quarta-feira (26) para um patamar "preocupante" de casos e mortes de covid-19 nas últimas semanas nas Américas, e lamentou que muitas pessoas e lugares não tenham cumprido as medidas preventivas.

"Na semana passada, houve mais de 1,2 milhão de novos casos de covid-19 e 31.000 mortes relatadas nas Américas", disse a diretora da Opas, Carissa Etienne, em uma entrevista coletiva.

“Esses números não mudaram nas últimas semanas, ressaltando uma tendência preocupante: os casos e mortes estão estagnando em níveis alarmantes”, acrescentou.

De acordo com a Opas, na semana passada, quatro em cada cinco dos países que relataram o maior número de novas infecções estavam na região (Brasil, Estados Unidos, Argentina e Colômbia), e cinco relataram o maior número de mortes cumulativas ( Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia e Argentina).

Etienne disse que Uruguai, Argentina e Brasil voltaram a registrar um aumento de casos "que põe em risco várias semanas de progresso" no controle do vírus, e destacou o "aumento drástico" de casos e mortes na Bolívia.

Ela também observou "novas infecções significativas" em Cuba e "tendências crescentes de hospitalizações" no Haiti. Entre os países da América Central que também registraram aumentos, mencionou Costa Rica, Panamá, Belize e Honduras.

"Apesar de infecções persistentemente altas, muitas pessoas e lugares não estão mais aderindo às medidas de saúde pública que sabemos serem eficazes contra a covid-19", disse Etienne.

Dos 3,4 milhões de mortes relatadas globalmente desde o início da emergência de saúde da covid-19 no final de 2019, quase metade corresponde a países nas Américas.

Mas Etienne alertou que "os números reais podem ser maiores", evidência do "enorme impacto" da pandemia na região.

Em particular, destacou o "impacto devastador na saúde, social e econômico" que teve sobre as mulheres, que, representando 70% da força de trabalho em saúde, carregam grande parte do fardo da resposta à covid-19, e elas também foram mais afetados do que os homens em termos econômicos.

A crise da covid-19 também causou uma deterioração no atendimento à saúde das mulheres.

“Se essa situação continuar, a pandemia deve apagar mais de 20 anos de progresso na expansão do acesso das mulheres ao planejamento familiar e na luta contra a mortalidade materna na região”, advertiu Etienne.

A Opas disse que, de acordo com dados de 24 países, mais de 200.000 mulheres grávidas adoeceram com covid-19 nas Américas e pelo menos 1.000 morreram de complicações da doença.

O risco de morte varia de acordo com o país: menos de 1% das mulheres grávidas têm probabilidade de morrer de covid-19 na Argentina, Costa Rica e Colômbia, mas em Honduras a porcentagem aumenta para 5% e, no Brasil, para 7%.

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