Navigation

OPAS pede a América Latina e Caribe mais leitos de UTI para COVID-19

Dois pacientes recebem tratamento para a COVID-19 em uma unidade de terapia intensiva no hospital IESS Los Ceibos em Guayaquil, epicentro da pandemia do novo coronavírus no Equador, 11 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. abril 2020 - 19:46
(AFP)

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pediu nesta terça-feira (14) aos países da América Latina e do Caribe que ampliem sua capacidade de tratamento intensivo para lidar com a pandemia da COVID-19, alertando para um possível aumento rápido de hospitalizações e mortes na região.

"Interromper o distanciamento social recomendado muito cedo pode ter o efeito oposto e levar a uma segunda onda de casos da Covid-19, espalhando sofrimento e incerteza socioeconômica a longo prazo na região das Américas", afirmou a diretora do organismo, Carissa Etienne.

O novo coronavírus causou pelo menos 3.001 mortes e 70.737 infectados na América Latina e no Caribe, a grande maioria no Brasil, segundo uma contagem da AFP divulgada às 16H00 de Brasília, com base em informações oficiais.

Mas a OPAS, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), espera que a situação piore nas próximas semanas na América Latina e no Caribe, aumentando a necessidade de atendimento em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

"No curto prazo, há uma grande necessidade de expandir a capacidade das UTIs na região", disse Etienne.

Ela acrescentou que a questão do fornecimento e gerenciamento de cuidados intensivos para atender a COVID-19 foi discutida esta manhã com especialistas da China e da Espanha, em videoconferência com os ministros da saúde da região.

Neste encontro, os especialistas da OPAS destacaram a importância do distanciamento social, não apenas para proteger a população em geral, mas para impedir o colapso dos serviços de saúde.

A longo prazo, Etienne pediu aos países para planejarem o acesso aos medicamentos e vacinas que estão sendo desenvolvidos para garantir que as comunidades mais vulneráveis os recebam.

A diretora da OPAS elogiou a iniciativa do presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada, de que a OMS estabeleça um "grupo de patentes" para garantir acesso equitativo aos principais suprimentos médicos para enfrentar a doença e outras futuras pandemias.

Etienne também pediu aos países que "acelerem e ampliem" os testes para detectar o novo coronavírus, fator "chave" para antecipar a resposta à pandemia.

Sylvain Aldighieri, vice-diretor do Programa de Emergência da Opas, disse que desde janeiro a agência fornece mais de 500.000 testes de PCR para a detecção do novo coronavírus em 36 países e territórios da região.

Ele anunciou que na próxima semana serão enviados mais 1,5 milhão, e até o final de abril serão adicionados mais 3 milhões de testes de PCR, além dos reagentes, com o objetivo de fortalecer a rede de vigilância.

Além disso, Aldighieri acrescentou que a Opas está trabalhando "de perto" com os produtores para expandir as opções dos países.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta terça-feira que a paralisação da economia mundial causará uma recessão global este ano, que atingirá os Estados Unidos e será brutal para os países latino-americanos.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.