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Outro ministro do ex-presidente Evo Morales é preso na Bolívia

Um segundo ministro do governo boliviano do agora exilado presidente Evo Morales foi detido afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. fevereiro 2020 - 17:17
(AFP)

Um ministro do ex-presidente Evo Morales, o ex-diretor de Desenvolvimento Rural e Terras César Cocarico, foi preso nesta sexta-feira (21), acusado de descumprir seus deveres no exercício do cargo - informou um alto chefe da polícia.

Este é o segundo ministro de Morales a ser preso.

O primeiro foi o ex-ministro do governo Carlos Romero, em janeiro passado, investigado por irregularidades em uma unidade estatal da luta antidrogas.

Cocarico foi preso "pela alegada prática de crimes de exercício indevido da profissão, uso indevido de influências, quebra de deveres, nomeações ilegais e antecipação, ou prolongamento de funções", relatou o diretor da unidade policial anticrime (FELCC), coronel Iván Rojas.

O ex-ministro, também ex-governador de La Paz, declarou-se inocente das acusações no momento de sua prisão.

O Ministério Público o acusa de ter indicado para o cargo de diretor do Instituto Nacional da Reforma Agrária (INRA) uma pessoa que não possuía título profissional, contrariando a norma.

Desde que Morales renunciou em 10 de novembro, dezenas de seus ex-colaboradores foram intimados pela Justiça.

Outros ex-ministros bolivianos - como Juan Ramón Quintana (Presidência), Vilma Alanoca (Cultura) e Javier Zabaleta (Defesa), que estão refugiados desde novembro na embaixada do México - foram intimados por sedição e terrorismo.

Na quinta-feira, o ex-presidente foi desqualificado pelo Tribunal Eleitoral para concorrer ao Senado. A instituição alegou que ele não cumpre o requisito de "residência permanente" na jurisdição da região boliviana que procura representar.

Morales, que governou desde 2006, declarou-se o vencedor de uma eleição anulada em outubro passado. Renunciou semanas depois, porém, após uma forte convulsão social causada por irregularidades no pleito eleitoral e por pressão dos comandantes da Polícia e do Exército.

A Bolívia vai às eleições gerais em 3 de maio, com o partido de Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS) à frente das preferências com 31,6%, seguido pelo centrista Carlos Mesa com 17,1%. A presidente de transição Jeanine Áñez (direita) ocupa o terceiro lugar, com 16,5%.

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