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Países ativam tratado para crise na Venezuela e Uruguai denuncia o Tiar

O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, concede entrevista coletiva ao lado de Julio Borges, comissário presidencial para Assuntos Externos de Juan Guaidó, no dia 30 de agosto de 2019 em Bogotá. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. setembro 2019 - 18:28
(AFP)

Os países que formam o pacto de defesa interamericano Tiar decidiram na noite de segunda-feira, por 16 votos, ativar o tratado com o objetivo de "atuar coletivamente" na crise da Venezuela, informou o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes.

A resolução foi aprovada por 16 votos a favor, um contra, uma abstenção e uma ausência.

Trinidad e Tobago se absteve, Cuba não compareceu ao encontro e, depois de votar sozinho contra a ativação do tratado, o Uruguai anunciou nesta terça-feira que denunciará o Tiar.

"O governo uruguaio decidiu denunciar esse tratado", informou o chanceler Rodolfo Nin Novoa nesta terça-feira em coletiva de imprensa.

"Saimos do tratado, por (ele ser) obsoleto, inconclusivo, devido a seu uso inadequado ", afirmou.

O Uruguai sairá do acordo em dois anos.

Holmes destacou que a votação no Órgão de Consulta do Tiar permite "utilizar todas as medidas disponíveis para investigar, perseguir, capturar, extraditar e punir" funcionários designados.

Também habilita a congelar os ativos de pessoas designadas em qualquer dos países signatários.

Holmes explicou que este instrumento vai permitir "identificar e designar pessoas e entidades do regime de Nicolás Maduro envolvidas em redes de delinquência".

"O Tratado do Rio dá à região uma oportunidade para se adotar, finalmente, medidas corretivas", disse John J. Sullivan, subsecretário de Estado, que representou os Estados Unidos durante o encontro.

A reunião, realizada em Nova York, ocorre em meio à luta entre o governo de Nicolás Maduro e o líder do Parlamento, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela e reconhecido no cargo por mais de 50 países e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

O Ministro das Relações Exteriores da Colômbia explicou que este instrumento permitirá "identificar e designar pessoas e entidades do regime de Nicolás Maduro envolvidas em redes criminosas".

O tratado é composto por Argentina, Bahamas, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Uruguai e Venezuela, além de Cuba.

Cuba não participa do mecanismo, mas nunca se retirou do pacto e, nesta reunião, a Venezuela foi representada por delegados de Guaidó.

Segundo um funcionário do Departamento de Estado, o Tiar é um mecanismo muito útil de pressão econômica e diplomática e para impor sanções que os Estados Unidos desejam aplicar contra a Venezuela.

"Há um grande número de países no hemisfério que não têm muitas bases legais em suas leis internas para a imposição deste tipo de sanções das quais estamos falando", disse o diplomata antes do anúncio.

Julio Borges, responsável pelas Relações Exteriores de Guaidó, explicou que essa etapa forma na região uma unidade de investigação e inteligência contra corrupção, lavagem de dinheiro e violações de direitos humanos.

"Vai atuar como um corpo único na região", afirmou. "É uma decisão vinculante para toda a região", acrescentou.

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