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Países da América do Sul decidem fechar fronteiras por conta do coronavírus

O presidente chileno Sebastián Piñera em Santiago, em 27 de novembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. março 2020 - 20:13
(AFP)

Os presidentes dos países membros do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosur) concordaram nesta segunda-feira, através de uma videoconferência, proteger suas fronteiras e promover a compra conjunta de suprimentos médicos devido à disseminação do novo coronavírus na região.

Os chefes de Estado decidiram "proteger as fronteiras de maneira coordenada e eficaz, facilitar o retorno de nacionais a seus respectivos países e promover compras conjuntas de suprimentos médicos para acessar melhores condições", indica o comunicado divulgado pelo governo do Chile, que ocupa a presidência temporária do Prosur desde março de 2019.

Participaram da reunião os presidentes Sebastian Piñera, do Chile; Alberto Fernández, da Argentina; Jeanine Añez, da Bolívia; Iván Duque, da Colômbia; Lenin Moreno, do Equador; Mario Abdo, do Paraguai; Martín Vizcarra, do Peru; Luis Lacalle Pou, do Uruguai; e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

Também concordaram em compartilhar as informações obtidas na experiência de cada país com a Covid-19, aumentar a capacidade de diagnóstico para acessar melhores condições de tempo e valor e cooperar com organizações financeiras multilaterais.

Em 26 de fevereiro, o Brasil foi o primeiro país a registrar um caso da doença na América do Sul, região que já teve sete mortes provocadas pela pandemia (na Argentina, Panamá, Equador, Guiana e República Dominicana), segundo levantamento da AFP.

O Prosul foi criado em março do ano passado no Chile para substituir a quase extinta Unasul, e exclui a Venezuela por decisão dos governos conservadores de seus países membros.

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