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Panamá autoriza saída de migrantes nicaraguenses bloqueados pela pandemia

Nicaraguenses no Terminal Nacional de Transporte da Cidade do Panamá, em 12 de agosto de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. agosto 2020 - 23:31
(AFP)

Um grupo de migrantes nicaraguenses, bloqueado no Panamá pela pandemia, iniciou o retorno ao seu país nesta sexta-feira (14), após um acordo entre os governos da Costa Rica e da Nicarágua, informou a diretora do Serviço Nacional de Migração, Samira Gozaine.

“O governo da Nicarágua aprovou dois grupos, um de 188 e um de 118”, que partiram do Panamá na segunda e na quarta-feira, respectivamente, disse Gozaine à AFP.

Os migrantes partiram do terminal de ônibus de Albrook, na Cidade do Panamá, para a fronteira com a Costa Rica, depois de exigir que as autoridades panamenhas permitissem o retorno, apesar do fechamento das fronteiras da América Central desde março.

“Estamos saindo de Albrook em direção a Paso Canoas (na fronteira), vamos com calma”, disse à AFP Edwin Ordóñez, um dos migrantes.

Os migrantes entrevistados pela AFP afirmaram que fizeram teste para COVID por 60 dólares para que seus resultados fossem reconhecidos pelas autoridades de fronteira em 72 horas.

Manágua recusou a entrada de seus próprios cidadãos se eles não apresentarem um teste negativo.

A Nicarágua é a quinta nacionalidade com mais permissões de residência concedidas pelo Panamá com 398, atrás da Venezuela (2.084), Colômbia (1.722), Estados Unidos (625) e China (491).

Cerca de 200 nicaraguenses entraram em seu país em 2 de agosto, depois de mais de duas semanas presos na fronteira com a Costa Rica, graças a organizações civis que arrecadaram dinheiro para comprar os testes exigidos pelas autoridades de Manágua.

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