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Parentes pedem libertação de opositores presos na Nicarágua

(Arquivo) O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. outubro 2020 - 00:00
(AFP)

Parentes de pessoas detidas na Nicarágua e consideradas presos políticos pediram nesta quinta-feira a sua libertação, e que a Organização de Estados Americanos (OEA) pressione o governo de Daniel Ortega.

"Seguimos exigindo a libertação total e incondicional de todos os presos políticos até 15 de novembro", assinala uma declaração de seis grupos de familiares lida em um hotel da capital.

O texto também pede à OEA que não dê "mais trégua" ao governo Ortega, em que "não existe legitimidade", e que "reconheça que vivemos em uma ditadura".

Os envolvidos expuseram seu desespero ante uma greve de fome indefinida iniciada por 53 detidos em presídios de Manágua e Matagalpa em 30 de setembro para exigir a sua libertação e denunciar um tratamento cruel e condições precárias de prisão.

Os familiares contabilizam um total de 113 presos no país, alguns sob a acusação de crimes comuns, denunciam, afirmando que se tratam de vítimas de perseguição política.

A declaração coincide com um texto divulgado hoje em Washington pela secretaria-geral da OEA, liderada por Luis Almagro, que alerta para "violações persistentes" dos direitos humanos na Nicarágua.

O país, de 6,2 milhões de habitantes, está mergulhado em uma crise política desde abril de 2018, em consequência de protestos em massa reprimidos com violência e que deixaram 328 mortos, centenas de detidos (a maioria libertada posteriormente) e milhares de exilados, segundo órgãos de defesa dos direitos humanos.

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