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Peru supera 340.000 casos de COVID-19, mas descarta implementar novo confinamento

Médicos trabalham na sala de Cuidados Intensivos do Hospital Felipe Urriola, em Iquitos, no Peru, 8 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. julho 2020 - 00:00
(AFP)

O Peru superou nesta quinta-feira (16) a marca de 340.000 casos de COVID-19, mas o presidente do país, Martín Vizcarra, descartou a necessidade de recolocar em prática o confinamento nacional, suspenso há duas semanas.

As contaminações no país subiram para 341.586, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde, com 3.862 novos casos, o maior aumento diário em 21 dias.

O número de mortes subiu para 12.615, com 198 novos falecimentos, o maior aumento diário em um mês. Os hospitais alcançaram um novo recorde com 12.396 pacientes internados com COVID-19, ainda segundo o balanço.

"Em função da estatística e informação científica que recebo, não vejo que estamos em uma situação para, mais para frente, retomar uma quarentena", declarou Vizcarra à rádio Americana de Moquegua, região ao sul do Peru onde início a carreira política.

"A quarentena nos ensinou responsabilidade. Todos praticamos o distanciamento social, vemos que há uma consciência cívica. Este tipo de comportamento é o que vai evitar pensar em uma quarentena futura", completou.

Vizcarra decretou o fim do confinamento obrigatório em 1º de julho em 18 das 25 regiões do país. Na quarta-feira, autorizou a retomada do transporte nacional aéreo e terrestre de passageiros.

Com o fim do confinamento, o governo peruano busca um equilíbrio entre a saúde da população e da economia, duramente afetada pela pandemia e que teve queda de 13,1% nos primeiros quatro meses do ano.

Vizcarra anunciou que seu governo continuará realizando melhorias nos serviços médicos, mas alertou que o vírus não desaparecerá.

"A doença nos ensinou que este vírus irá atacar a todos, que ninguém vai se salvar. Alguns mais cedo, outros mais tarde, mas ninguém está a salvo", afirmou.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o segundo país na Amárica Latina mais afetado pelo novo coronavírus, atrás apenas do Brasil, e o quinto no mundo. É também o terceiro em número de mortes na região, atrás de Brasil e México.

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