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Operadores da bolsa de valores de Nova York, em 11 de agosto de 2014.

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Os preços do petróleo em Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira ajudados por uma queda das reservas de produtos refinados nos EUA, que compensaram os efeitos de uma alta surpreendente das reservas de cru.

O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em setembro avançou 22 centavos no New York Mercantile Exchange (Nymex), a 97,59 dólares.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega no mesmo prazo fechou em 104,28 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), em uma alta de 1,26 dólares em relação a terça-feira.

"O WTI parece ter se deixado levar pelo resto do mercado de petróleo", destacou o analista independente Andy Lipow.

O preço do barril subiu logo depois da maior queda dos últimos 13 meses na terça-feira.

As reservas de cru nos EUA cresceram de forma surpreendente na semana passada, segundo cifras do Departamento de Energia (DoE) publicadas nesta quarta-feira.

As reservas de cru tiveram alta de 1,4 milhão de barris, a 367 milhões na semana encerrada em 8 de agosto, quando os especialistas consultados pela agência Dow Jones Newswires esperavam uma queda de 1,7 milhão.

Estas reservas sofreram queda de 22 milhões de barris nas seis semanas anteriores.

As reservas de produtos refinados, incluindo combustível para para calefação, baixaram em 2,4 milhões de barris, a 122,5 milhões, contra um avanço esperado de 300.000 barris.

As reservas de gasolina caíram 1,2 milhões de barris, a 212,7 milhões, em convergência com o esperado pelos analistas.

Os preços dos produtos refinados registraram alta acentuada após o anúncio da queda das reservas. O mesmo aconteceu com a gasolina.

Para Michael Lynch, da Strategic Energy and Economic Research, a alta das cotações é "surpreendente tendo em vista os indicadores que levam os investidores a se questionarem sobre a direção da economia mundial".

AFP