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Prefeitura do Rio de Janeiro cancela réveillon por causa da pandemia

Vista da tradicional queima de fogos no réveillon na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 31 de dezembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. dezembro 2020 - 21:55
(AFP)

A festa oficial de fim de ano no Rio de Janeiro, que deveria ocorrer em formato reduzido e transmitida pela internet, foi cancelada devido ao recrudescimento da pandemia, anunciou a Prefeitura nesta terça-feira (15).

O plano dos tradicionais festejos, com música e queima de fogos, que anualmente atraem multidões para a Praia de Copacabana, já tinha sofrido alterações por causa da covid-19, que matou mais de 23.700 pessoas no estado do Rio e voltou a pressionar o sistema de saúde.

"Embora o Réveillon Rio 2021 tenha sido projetado em um novo formato diferente daquele tradicional como há anos é praticado na cidade, isto é, sem presença de público, sem queima de fogos e feito para ser acompanhado pela TV e pelas mídias digitais, neste momento, a Prefeitura opta pelo cancelamento do evento da virada do ano em respeito a todas as vítimas e em favor da segurança de todos", anunciou a Prefeitura em um comunicado.

"Esta é uma decisão necessária para a proteção de todos. A festa será a da esperança por bons resultados das vacinas para conter a pandemia. Será ainda um momento de reflexão sobre um ano difícil, de luta, com lamentáveis perdas de tantas pessoas. E será também hora de dar graças a Deus pelas vidas salvas", acrescentou o prefeito Marcelo Crivella, que por enquanto não decretou novo fechamento de lojas, bares, restaurantes e praias.

O carnaval de 2021 também foi cancelado, mas existe a possibilidade de que seja realizado fora de época, caso a população possa se vacinar.

O estado do Rio, com 17 milhões de habitantes, detém a maior taxa de mortalidade por covid-19 do Brasil: 138 por 100.000 habitantes, contra 87 em todo o país e 96 em São Paulo, o estado mais populoso.

O país superou os 180.000 óbitos e enfrenta desde novembro um repique da pandemia.

Nos últimos 14 dias, registrou uma média de 622 mortes e 42.000 contágios novos por dia, segundo dados oficiais.

O governo brasileiro assegura que tem garantido o acesso a 300 milhões de doses de vacinas, principalmente a desenvolvida pela Universidade de Oxford em aliança com o grupo AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a iniciativa internacional Covax Facility. Negocia, também, outras 70 milhões de doses com a Pfizer.

Mas todo o plano de vacinação, cujos detalhes serão anunciados ainda esta semana, tem sido afetado por disputas políticas entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, seu possível adversário nas eleições de 2022.

Enquanto Doria defende a inclusão no plano nacional a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório privado chinês Sinovac em associação com o Instituto Butantan, Bolsonaro tem tentado desprestigiá-la, alegando que se trata de uma manobra política de seu adversário e do regime comunista chinês.

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