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Premiê israelense pede apoio à Jordânia diante de ameaça jihadista

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu neste domingo que a comunidade internacional apoie o governo jordaniano diante da ameaça do "islamismo extremista" e defenda a independência do Curdistão iraquiano. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2014 - 22:17
(AFP)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu neste domingo que a comunidade internacional apoie o governo jordaniano diante da ameaça do "islamismo extremista" e defenda a independência do Curdistão iraquiano.

"Temos que apoiar os esforços da comunidade internacional para reforçar a Jordânia e apoiar as aspirações dos curdos à independência", afirmou Netanyahu em um discurso no Instituto de Estudos sobre a Segurança Nacional (INSS) de Tel Aviv.

"A Jordânia é um Estado estável, moderado, com um Exército poderoso, que sabe se defender, e por isso merece o apoio internacional. Os curdos são um povo guerreiro, moderado no plano político, que tem o direito a uma independência política", defendeu o primeiro-ministro israelense.

Netanyahu manifestou sua preocupação com "a poderosa onda desencadeada pelo EIIL (o Estado Islâmico no Iraque e no Levante), que pode ir para a Jordânia em pouco tempo".

De acordo com a imprensa israelense, as autoridades de Israel estão preocupadas diante de uma possível desestabilização do regime jordaniano, em caso de entrada na Jordânia de combatentes do EIIL provenientes do território iraquiano.

Em seu avanço iniciado no dia 9 de junho no Iraque, esse grupo jihadista, que recebe o apoio de oficiais ligados ao antigo regime de Saddam Hussein, grupos salafistas e algumas tribos, tomaram a cidade de Mossul e grande parte da província de Nínive (norte), assim como regiões das províncias de Diyala (leste), Saladino, Kirkuk e Al-Anbar (oeste). Os jihadistas estão a apenas cerca de cem quilômetros de Bagá.

Na Síria, o EIIL controla a maior parte da província de Raqa (norte) e amplas regiões da província rica em petróleo de Deir Ezzor (leste), na fronteira com o Iraque, além de algumas posições na província de Aleppo (norte).

O primeiro-ministro israelense também aproveitou a ameaça jihadista para justificar sua posição contrária à mobilização de forças palestinas no Vale do Jordão, na fronteira com a Jordânia.

"É preciso entender que em qualquer futuro acordo com os palestinos, Israel deve continuar mantendo o controle da segurança dos territórios que vão até o Jordão e durante um longo período", advertiu Netanyahu.

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