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Presidente da Colômbia faz advertência a ex-líder das Farc solicitado pelos EUA

O ex-líder das Farc Jesús Santrich (E) saúda seguidores na sede do partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum, em 30 de maio de 2019, em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. julho 2019 - 21:46
(AFP)

O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse nesta segunda-feira (1) que será implacável com Jesús Santrich, ex-líder das Farc, com extradição pedida pelos EUA, se o ex-guerrilheiro pretender "zombar" da Justiça, devido ao desconhecimento de seu paradeiro desde o domingo.

O agora congressista abandonou seu esquema de segurança durante visita a uma zona de reinserção de ex-guerrilheiros no norte do país, criada em virtude do histórico acordo de paz assinado em 2016 entre o governo e o então grupo rebelde.

O presidente colombiano assegurou que Santrich violou os protocolos da Unidade Nacional de Proteção, o que segundo ele é uma "demonstração (de) que seu desejo é fugir da justiça".

"Se pretende fugir da justiça da Colômbia e zombar dela, aqui estará o Estado de direito para se fazer respeitar", declarou Duque à imprensa na cidade de Villavicencio (centro-leste).

"Seremos implacáveis com quem estiver em reincidência", acrescentou.

As pessoas que integram seu esquema de segurança, que na maioria são da confiança do partido Farc, como pactuado em Havana, contaram ter encontrado uma carta no quarto de Santrich, segundo a qual o ex-líder rebelde estaria com o filho caçula em Valledupar (norte). As autoridades estão checando a autenticidade do documento.

O ex-negociador de paz tem um processo aberto na Suprema Corte de Justiça por supostas acusações de narcotráfico, pelas quais é solicitado pelos Estados Unidos.

Seuxis Paucias Hernández - nome de registro de Santrich - deverá se apresentar a uma audiência interrogatória em 9 de julho diante da alta corte, que assumiu a competência de investigá-lo ao reconhecer sua condição de congressista pelo partido egresso do acordo de paz com a ex-guerrilha comunista.

A Missão de Verificação das Nações Unidas na Colômbia, que acompanha a implementação do acordo de paz, manifestou "preocupação" com o ocorrido e pediu ao ex-guerrilheiro que cumpra com suas "obrigações", inclusive a apresentação na Suprema Corte.

Seu partido, o Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc), pediu-lhe para "reafirmar com sua presença (...) os compromissos assumidos" no pacto de paz e lembrou-lhe que "se algum militante se colocar à margem do processo" o delinquir deve "assumir as consequências".

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