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Recuperados do coronavírus, bolivianos doam plasma para salvar vidas

Após se recuperar da COVID-19, Marco Saavedra doa seu plasma para tratar outros pacientes com a doença afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. junho 2020 - 18:01
(AFP)

Marco Saavedra e sua filha contraíram a COVID-19, se recuperaram e agora estão doando seu plasma para o tratamento de outros pacientes na Bolívia, enquanto nas redes sociais há pedidos por mais doadores voluntários.

"Estou doando plasma porque sou sobrevivente da COVID-19 e porque Deus me deu mais uma chance de vida e acho que também posso ajudar o próximo, dando uma chance de vida para que possam sair dessa doença", disse à AFP Saavedra, um administrador de empresas de 53 anos.

É a segunda vez que ele doa ao Hemocentro Banco de Sangue de La Paz. Fez isso há três semanas, logo após se recuperar, e agora está com sua filha de 30 anos, que também contraiu coronavírus e já se recuperou.

O plasma é um fluido produzido ao deixar o sangue desprovido de células, como os glóbulos vermelhos e glóbulos brancos.

Vanessa Tellería, diretora do Banco de Sangue, explica que, por protocolo médico, é permitido retirar apenas 800 mililitros de plasma, em um processo que dura de uma hora e meia a duas horas, "e que pode ser usado para ajudar duas ou três pessoas infectadas com COVID-19".

Este tratamento "está dando resultados muito bons", afirma.

No entanto, a quantidade de doadores ainda é muito baixa.

O Banco de Sangue indica que dos cerca de 2.200 recuperados em toda a Bolívia, há apenas entre 80 e 90 doadores. O coronavírus infectou até o momento 16.175 pessoas no país e causou mais de 500 mortes.

O Banco de Sangue de La Paz recebe doações de plasma e as distribui aos hospitais, onde há pacientes para tratamentos gratuitos.

No entanto, pedidos para conseguir ajuda de pessoas que já se recuperaram circulam nas redes sociais como Facebook, Twitter e Whatsapp.

A mensagem "preciso de plasma com urgência" é recorrente.

Há inclusive denúncias sobre pessoas recuperadas que vendem seu plasma, o que levou o Ministério da Saúde a lembrar nesta semana que por lei "a remuneração ou comercialização de sangue humano e seus componentes é estritamente proibida".

Além dos esforços estatais, entidades privadas, incluindo clubes de futebol, desenvolveram campanhas para "premiar" quem doar seu plasma gratuitamente para os pacientes de COVID-19.

Todas essas campanhas aumentaram sua intensidade depois que o Ministério da Saúde estimou que, até o final de julho, a Bolívia poderia registrar até 100.000 casos de coronavírus e entre 4.000 e 7.000 mortos.

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