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Síndrome infantil possivelmente ligada à COVID-19 preocupa GB e França

Matt Hancock chega a Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro britânico, para o informativo diário sobre o novo coronavírus em Londres, 28 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. abril 2020 - 11:26
(AFP)

O ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, disse nesta terça-feira (28) que está "muito preocupado" com os sinais do aparecimento de uma síndrome em crianças possivelmente relacionada ao coronavírus, embora tenha enfatizado que é muito rara e são necessárias mais pesquisas.

Os sintomas seriam semelhantes à síndrome de Kawasaki, uma síndrome vascular que cuja causa continua sendo indeterminada.

Segundo a Sociedade de Terapia Intensiva Pediátrica, essa síndrome, presente principalmente em crianças com menos de cinco anos de idade, causa inflamação dos vasos sanguíneos.

O serviço de saúde pública britânico NHS emitiu um alerta no fim de semana sobre um pequeno número de crianças apresentando um conjunto incomum de sintomas, incluindo dor abdominal, transtornos gastrointestinais e inflamação ao redor do coração.

Elas tiveram de ser admitidas na UTI, de acordo com um relatório publicado no jornal do serviço de saúde.

Segundo o jornal regional La Depeche do Midi, na França foram registrados cerca de 20 casos similares na região parisiense.

"Estou muito preocupado com os primeiros sinais de que, em casos raros, há uma resposta autoimune em crianças que causa uma doença significativa", disse o ministro Matt Hancock à emissora de rádio privada LBC.

"É uma nova doença que acreditamos que possa ser causada pelo coronavírus", completou.

Hancock relatou que, enquanto algumas das crianças com essa síndrome testaram positivo para o vírus da COVID-19, outras, não.

"Estamos fazendo muita pesquisa agora. O que eu também destacaria é que é raro. Embora seja muito significativa para as crianças que a contraem, o número de casos é pequeno", frisou.

O jornal britânico "The Guardian" relatou pelo menos 12 casos.

O diretor médico do NHS na Inglaterra, Stephen Powis, disse ontem que é "muito cedo para dizer", se esta doença está relacionada ao coronavírus, mas que o assunto está sendo estudado com urgência.

"Evidências de todo mundo nos mostram que as crianças parecem ser a parte menos afetada da população" pela COVID-19, comentou o presidente da Royal College of Pediatrics and Children's Health, Russell Viner.

No entanto, "as novas doenças podem se apresentar de formas surpreendentes, e os médicos devem estar conscientes de qualquer evidência emergente de sintomas específicos, ou de condições subjacentes que possam tornar um paciente mais vulnerável ao vírus", acrescentou.

Na França, segundo o La Depeche du Midi, 20 crianças "têm sintomas deste tipo" na região da Ile-de-France, que inclui Paris.

"São crianças de 2 a 10 anos que não têm antecedentes notáveis, nem doenças crônicas", informou a este veículo a doutora Isabelle Kone Paut, professora de reumatologia pediátrica do hospital Kremlin-Bicêtre, em Paris.

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