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TSE lança 'coalizão para checagem' de notícias falsas nas eleições

Simpatizante do presidente Jair Bolsonaro chega o celular, enquanto participa de protesto contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, enquanto usa a bandeira nacional como máscara para se prevenir do contágio por covid-19 em Brasília, 15 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. outubro 2020 - 01:07
(AFP)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta quinta-feira (1°) a formação de uma coalizão de nove serviços de checagem de informações, entre eles o Checamos, da AFP, para reagir à ação de "milícias digitais" nas eleições municipais de novembro.

As notícias submetidas a verificação serão publicadas no portal "Fato ou Boato", do TSE. Além da AFP, participam do projeto Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake e UOL Confere.

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, explicou que a "coalizão" se propõe a "monitorar comportamentos provenientes de milícias digitais organizadas com financiamento privado e atuação concentrada para a difusão de mentiras e ataques". Barroso afirmou que a verdade não tem dono, mas "a mentira deliberada e a campanha de ódio têm, e essas nós devemos combater".

O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga até hoje supostas campanhas de desinformação e difamação nas eleições presidenciais de 2018 através do disparo maciço de mensagens pelo Whatsapp, supostamente financiadas por empresários favoráveis ao candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, que venceu a disputa.

O primeiro turno das eleições municipais será celebrado em 15 de novembro e o segundo, no dia 29 do mesmo mês. O pleito deveria ser realizado em outubro, mas foi adiado devido à pandemia do novo coronavírus, que já deixou quase 145.000 mortos no Brasil. Nestas eleições estarão em jogo o controle do Executivo e Legislativo dos 5.570 municípios brasileiros.

Desde a sua criação, em 2017, o serviço de checagem de fatos da AFP se desenvolveu até formar a maior rede de jornalistas dedicados a esta missão. Hoje, conta com mais de 90 profissionais em 38 escritórios, que investigam conteúdo que circula na internet em 80 países. Eles produzem verificações em 16 idiomas, entre eles português, espanhol, francês, inglês e árabe.

No Brasil, o serviço está presente desde a campanha presidencial de 2018 e integra a coalizão Comprova, juntamente com cerca de 20 veículos.

A AFP participa, ainda, do "Third party fact-checking", um programa de checagem desenvolvido pelo Facebook que trabalha com cerca de 60 veículos em todo o mundo para usar suas checagens na plataforma e no Instagram.

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