O Twitter divulgou na quinta-feira (13) milhares de contas falsas canceladas por divulgar propaganda e que estavam situadas em países como Irã, Rússia ou Venezuela.

As contas foram canceladas, mas a rede social optou por publicar o material para que possa ser investigado por especialistas em ameaças cibernéticas.

Empresas do setor tecnológico e de redes sociais estão sob enorme pressão pela difusão constante de material de desinformação política e social, especialmente para influenciar eleições ou difamar pessoas.

O encarregado de integridade do Twitter, Yoel Roth, justificou a decisão de publicar esta propaganda como uma forma de demonstrar que "a transparência é o motor da nossa missão".

Com esta decisão, o Twitter já publicou três pacotes de arquivos de contas canceladas. Nesta ocasião são mais de 30 milhões de tuítes, assim como um terabyte de dados provenientes de quase 5.000 contas.

Twitter cancelou um total de 4.779 contas suspeitas de "estar associadas - ou diretamente mantidas - pelo governo iraniano".

Estas contas lançavam notícias apoiando os interesses geopolíticos iranianos com identidades falsas. Dentro deste pacote havia um subgrupo dedicado especialmente a "promover discussões em torno de Israel".

O Twitter também fechou quatro contas adicionais de origem russa, após ter procedido no passado a fechamentos maciços de contas de seu braço de operações cibernéticas, a Agência de Investigação na Internet (IRA), com sede em São Petersburgo.

As investigações sobre esta agência russa levou o Twitter a identificar e fechar outras 33 contas relacionadas a falsos usuários venezuelanos. O Twitter já tinha identificado no passado 674 usuários com esta origem.

A empresa americana também detectou e encerrou na Espanha 130 contas supostamente falsas e aparentemente abertas por veículos relacionados com os separatistas catalães.

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