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Militante separatista monta guarda em um posto de controle, na cidade de Marinka

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Kiev pediu nesta terça-feira novas sanções europeias contra a Rússia, acusada ​​de apoiar os separatistas em meio a um forte agravamento das tensões no leste rebelde e novos temores de uma invasão russa.

"O agravamento da situação em Donbass e as várias evidências do envolvimento da Rússia nas ações dos combatentes, dão mais e mais motivos para passar para a 'fase 3' das sanções contra a agressão russa", declarou um porta-voz da diplomacia ucraniana, Vasyl Zvarytch, durante uma coletiva de imprensa.

A questão ucraniana será discutida pelo Conselho Europeu que se reúne quarta-feira em Bruxelas.

Em preparação para esta reunião, o chefe da diplomacia polonesa, Radoslaw Sikorski, cujo país defende a Ucrânia junto a UE, era esperado nesta terça-feira em Kiev para se reunir com o presidente Petro Poroshenko e o primeiro-ministro Arseni Iatsenyuk.

Ameaça de agressão russa

O embaixador da Grã-Bretanha em Kiev, Simon Smith, considerou que a Rússia não "cumpriu as condições estabelecidas pelo Conselho Europeu no mês passado" para evitar novas sanções que podem ter um forte impacto sobre sua economia.

Ele citou, no Twitter de sua embaixada, o exemplo de aeronave militar ucraniana derrubada na segunda-feira em uma região separatista, um atribuído por Kiev a Moscou.

"O avião militar ucraniano An-26 foi atingido a uma altitude de 6.200 metros. Existem outras explicações plausíveis que um ataque da Rússia?", questionou o diplomata.

A destruição da aeronave, em que quatro dos oito tripulantes foram resgatados pelo Exército ucraniano, agravou as tensões entre a Ucrânia e a Rússia.

Moscou acabar de acusar Kiev de lançar um morteiro que matou uma pessoa no domingo do lado russo da fronteira.

De acordo com uma fonte próxima ao Kremlin, a Rússia analisa a possibilidade de "ataques direcionados" contra o território ucraniano.

Enquanto a Otan denuncia "o fortalecimento das tropas russas" na fronteira com a Ucrânia, o número dois do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia e ex-ministro da Defesa, Mikhailo Koval, declarou na segunda-feira à noite que o a Ucrânia estava, "mais do que nunca, suscetível a um grande ataque" por parte da Rússia.

Segundo ele, as tropas russas estão concentradas ao longo de toda a fronteira, de Tchernigiv (norte) a Novoazovsk (sudeste), com "22 mil soldados russos na Crimeia", a península ucraniana anexadas pela Rússia em março.

Neste contexto, Kiev prepara uma nova rodada de negociações do grupo de contacto (OSCE, Ucrânia, Rússia) desejada pelos europeus e que pela primeira vez será realizada nesta terça-feira através de uma videoconferência.

"Nós estamos tentando definir o formato do grupo. Consultas serão realizadas hoje" (terça), informou o porta-voz da diplomacia ucraniana, após Poroshenko e a chanceler alemã, Angela Merkel, concordarem sobre a necessidade de um tal diálogo segunda à noite.

Luto em Lugansk

Os combates e bombardeios nos arredores de Lugansk, uma cidade de cerca de 500.000 habitantes, fizeram nas últimas 24 horas doze mortos, incluindo uma criança de três anos, e mais de 60 feridos entre a população civil, de acordo com o serviço de imprensa da autoproclamada "República Popular de Lugansk".

O prefeito de Lugansk decretou nesta terça-feira três dias de luto após "a morte de 17 civis em três dias."

O Exército ucraniano indicou ter perdido seis homens em 24 horas, incluindo dois mortos por disparos de vários foguetes de longo alcance disparados pelos rebeldes perto de Amvrossiivka, cidade 70 km a leste de Donetsk.

Desde o início da "operação antiterrorista" o Exército totalizou 258 homens mortos, 922 feridos e 45 prisioneiros, segundo seu serviço de imprensa.

Onze civis morreram em Snijné, 60 km a leste de Donetsk, em uma casa destruída por um ataque aéreo atribuído por Moscou às forças ucranianas.

Kiev negou seu envolvimento e denunciou "uma provocação cínica e sangrenta", sem indicar os autores.

AFP