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Vendedores de eucalipto para tratar coronavírus são detidos na Nicarágua

A polícia da Nicarágua prendeu vendedores de eucalipto nas ruas de Manágua. Vítimas relataram que o uso das folhas era sugerido como remédio para combater os sintomas do novo coronavírus. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. maio 2020 - 22:33
(AFP)

A polícia da Nicarágua prendeu nesta quinta-feira (21) ambulantes que vendiam folhas de eucalipto como remédio para combater os sintomas do novo coronavírus, segundo denunciaram as vítimas.

Vários vendedores foram detidos em uma operação relâmpago em um semáforo em Manágua.

A folha ganhou popularidade em meio à pandemia de COVID-19 e sua venda surgiu espontaneamente nas ruas da capital, em meio a um aumento acentuado de infecções e mortes pela doença.

O ramo é vendido por um a dois dólares e muitos acreditam em seus benefícios expectorantes.

A polícia disse "que é proibido vender (eucalipto), que não há coronavírus aqui, que as pessoas morrem de pneumonia", disse a familiar de um detido a uma rede de televisão.

Outros vendedores informais exigiram que os policiais libertassem seus colegas porque "não cometeram nenhum crime" e estavam apenas tentando ganhar a vida.

"Estou obtendo lucro porque estou vendendo mais do que esperava", disse um jovem que oferece as folhas de casa em casa, em vez de vender nas ruas.

Nas redes sociais, o uso de eucalipto em infusões ou sprays tem sido sugerido para aliviar os sintomas da infecção.

A ação das autoridades foi severamente questionada nas redes sociais.

O ex-candidato presidencial da oposição Edmundo Jarquín considerou que a ação policial faz parte da "negativa do governo em aceitar a existência de COVID-19 na Nicarágua".

"Isso é ultrajante", disse o ex-deputado liberal Elíseo Núñez, depois de observar que as autoridades não fazem nada contra crimes ambientais, não prendem aqueles que cortam florestas e "detêm as pessoas mais pobres por retirar as folhas dos eucaliptos ".

Segundo dados oficiais, a Nicarágua registrou 17 mortes e 254 infecções por COVID-19, mas especialistas calculam que já foram superados mil casos e 300 mortes.

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