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Venezuela deporta 59 colombianos acusados de 'terrorismo', diz ONG

O presidente venezuelano Nicolás Maduro nesta foto no Palácio de Miraflores, em Caracas, 26 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2019 - 17:25
(AFP)

A Venezuela iniciou neste sábado a deportação de 59 colombianos que foram detidos desde 2016 em Caracas, acusados de "terrorismo" por uma conspiração denunciada pelo presidente Nicolás Maduro, que os descreveu como "paramilitares", informou uma ONG de direitos humanos.

Os 59 colombianos - 58 homens e uma mulher - foram transferidos de um avião militar de Caracas, onde foram presos em celas policiais, para o estado Táchira (oeste), fronteira com a Colômbia, disse Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, crítica de Maduro, à AFP. De lá, eles cruzariam para o país vizinho.

"Eles nunca foram condenados, nunca tiveram o direito de sequer uma audiência, nunca houve um julgamento", denunciou Romero. "Nós pressionamos por sua libertação (...), mas a defesa no tribunal nunca foi permitida", acrescentou o ativista.

As autoridades venezuelanas não relataram a deportação. "Não há nada confirmado (...) No entanto, nosso diretor geral, Christian Krüger Sarmiento, deu instruções para organizar um plano de contingência caso se chegue a apresentar sua entrega, no qual se verificaria seu status de imigrante e seu estado de saúde", disse o gabinete de imigração da Colômbia.

Em 1 de setembro de 2016, Maduro anunciou que seu governo tinha derrotado "uma tentativa de golpe de Estado" que queriam "tomar de assalto" o palácio presidencial de Miraflores. À época, o mandatário garantiu que tinham sido capturados 92 "paramilitares colombianos".

Com libertações posteriores, o grupo se reduziu a 59, acusados de "terrorismo" pela Procuradoria em novembro passado.

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