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Venezuela espera 'gestos' da União Europeia após suspender expulsão de embaixadora

Nicolás Maduro, durante discurso no palácio presidencial de Miraflores, em 22 de junho de 2020 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. julho 2020 - 17:56
(AFP)

O governo da Venezuela espera "gestos" da União Europeia (UE) após suspender nesta quinta-feira (2) a expulsão da embaixadora do bloco em Caracas, Isabel Brilhante Pedrosa, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

Voltar atrás foi "um gesto para não prejudicar o diálogo com a União Europeia e esperamos, portanto, que também haja gestos da Europa para tomar uma posição muito mais objetiva sobre os acontecimentos de nosso país", declarou o ministro venezuelano em uma entrevista à televisão internacional Telesur.

Pouco antes, um comunicado conjunto de Arreaza e do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, anunciou que a Venezuela "decidiu anular a decisão" de declarar Brilhante Pedrosa "persona non grata".

Na segunda-feira, o presidente venezuelano Nicolás Maduro deu à diplomata portuguesa 72 horas para deixar o país em resposta às sanções europeias contra 11 autoridades venezuelanas por ações contra a oposição liderada por Juan Guaidó.

"Os mecanismos de tomada de decisão da União Europeia são muito complexos. O alto representante (Borrell) não impõe nenhuma decisão por vontade própria, mas responde ao conselho de ministros da UE, dos 27 (países do bloco); de modo que são discussões e debates que devem ser abertos (...), mas a Venezuela espera que haja algum tipo de gesto que acompanhe o que fizemos", acrescentou Arreaza.

A UE pediu ao governo de Maduro na terça-feira que reconsiderasse a expulsão.

A Venezuela se tornou em 2017 o primeiro país latino-americano sancionado pela UE, que também impôs um embargo de armas.

As novas sanções da UE elevaram para 36 o número de autoridades venezuelanas proibidas de viajar ao bloco e congelam seus bens por prejudicar a democracia, o Estado de Direito e os direitos humanos neste país mergulhado em uma profunda crise política.

Arreaza pediu à Europa que deixe de "seguir a estratégia de mudança de governo pela força de Washington".

Guaidó é reconhecido como presidente responsável pela Venezuela por cinquenta países, entre eles Estados Unidos e vários da Europa.

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