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Venezuela supera 1.000 casos diários de COVID-19 por primeira vez

Nicolás Maduro, durante discurso no palácio presidencial de Miraflores, em 22 de junho de 2020 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. agosto 2020 - 02:53
(AFP)

A Venezuela superou pela primeira vez 1.000 novos casos de COVID-19 registrados nas últimas 24 horas, resultado de um aumento de contágios, que se aproximam de 28.000 no país, anunciou nesta terça-feira o governo socialista.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.138 novos casos para um total de 27.938 contaminações, informou o ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, em contato telefônico com a emissora estatal.

Rodríguez anunciou também nove morte nas últimas 24 horas, número mais alto até o momento na Venezuela, onde o novo coronavírus já causou o falecimento de 238 pessoas desde o início da pandemia.

O número representa uma aceleração dos contágios na Venezuela, que há nove dias superava os 20.000 casos. Foram 70 dias entre o primeiro caso e o milésimo, mas somente quatro dias entre 9.000 e 10.000 contágios.

O balanço oficial, contudo, é questionado pela oposição e por organizações de Direitos Humanos, que consideram que os números estão sendo subestimados no país, que tem 30 milhões de habitantes.

O presidente Nicolás Maduro prorrogou no domingo o 'estado de alerta' por 30 dias, o que possibilitou a prolongação da quarentena vigente desde 16 de março e que está prestes a cumprir cinco meses.

Contudo, a Venezuela iniciou na segunda-feira sete dias de "flexibilização" do confinamento.

O governo socialista aplica um esquema que chama de "7+7", alternando sete dias de confinamento rigoroso, nos quais todo o comércio deve permanecer fechado, com exceção dos setores ditos "essenciais" (alimentício, saúde), com sete dias de flexibilidade que permitem reativar o restante das atividades econômicas.

A pandemia encontrou uma Venezuela com hiperinflação e seis anos de recessão, assim como um precário sistema de saúde pública. A crise social e econômica dificulta o cumprimento do confinamento em um país onde oito em cada dez famílias não têm renda suficiente para comprar uma cesta básica, segundo um estudo acadêmico.

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