Argentina registra superávit fiscal em 2025 pelo segundo ano consecutivo
A Argentina encerrou 2025 com um superávit anual em suas contas públicas pelo segundo ano consecutivo, resultado da política de “déficit zero”, adotada pelo presidente ultraliberal Javier Milei, anunciou o governo nesta sexta-feira (16).
Em 2025, o superávit primário (sem o pagamento dos juros da dívida) foi de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal global foi de 0,2% do PIB, informou o ministro da Economia, Luis Caputo, no X.
A cifra foi suficiente para cumprir a meta de superávit primário de 1,3%, acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual a Argentina assinou, em abril do ano passado, um empréstimo de 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 113 bilhões, na cotação da época).
A Argentina não conseguia encadear dois anos consecutivos de balanço positivo em suas contas públicas desde 2008.
O resultado marca um leve recuo em relação aos números de 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% e o superávit fiscal total, de 0,3%.
“A âncora fiscal (déficit zero) é e será uma política de Estado”, comemorou Milei em sua conta no X.
O ministro da Economia disse que o equilíbrio nas contas “é um pilar fundamental do programa econômico desde o primeiro mês de gestão e se encontra cristalizado no Orçamento de 2026”.
A lei orçamentária aprovada pelo Congresso argentino em dezembro passado prevê uma inflação de 10,1%, um crescimento do PIB de 5% para este ano e reafirma o objetivo de equilíbrio fiscal.
Em seus dois anos na Presidência, Milei disse ter alcançado o objetivo graças ao “maior (ajuste) da história da humanidade”. A política da “motosserra” também reduziu a altíssima inflação que historicamente sufocava os argentinos, de 211% em 2023 para 118% em 2024 e 31,5% em 2025.
“A ordem nas contas públicas e o crescimento econômico permitirão continuar devolvendo recursos ao setor privado na forma de redução de impostos”, prometeu o ministro da Economia.
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