Descoberta sobre câncer do cólon
Instituto suíço de pesquisa criou um vírus capaz de atacar o câncer do cólon. É terapia mais seletiva, com menores efeitos secundários.
O câncer do cólon – parte do intestino grosso, entre o ceco e o reto – é um dos tumores malignos mais freqüentes. Na Suíça é o mais generalizado depois do câncer do pulmão, da mama e da próstata. Afeta no País, cada ano, 3.500 pessoas. Homens e mulheres em proporções semelhantes.
“Do ponto de vista genético, sabe-se muito bem como se desenvolve a enfermidade”, diz Richard Iggo, do Instituto de Pesquisa Experimental sobre o Câncer (ISREC, sigla francesa). Esse instituto, que desenvolveu o vírus mencionado, fica em Epalinges (Lausanne), sudoeste.
O desafio enfrentado pelos pesquisadores consistiu em explorar os conhecimentos sobre falhas genéticas do câncer para fazer um tratamento mais localizado que os meios tradicionais: cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.
A aplicação é uma outra história
Não é para amanhã que os pacientes poderão beneficiar-se da descoberta. “O papel do ISREC – realça Richard Iggo – é realizar pesquisa sobre a biologia dos tumores e desenvolver tratamentos. A aplicação é da competência da indústria farmacêutica”.
Para descobrir esse vírus, Iggo trabalhou 5 anos. Mas se lhe bastou uma centena de francos para fazê-lo, serão necessárias algumas centenas de milhares, durante vários anos, para conseguir uma aplicação prática. O que não depende dele.
A continuação de seu trabalho será garantida pela BTG, multinacional com sede em Londres, especializada na comercialização de novas técnicas terapêuticas. BTG estabeleceu colaboração com IRSEC. No Instituto, que tem apoio financeiro do Governo, trabalham 200 pessoas
swissinfo / Bernard Weissbrodt
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