Abertura sem triunfalismo, segundo a imprensa
A maioria dos jornais suíços comenta favoravelmente a vitória apertada do governo na votação sobre a revisão da lei militar. Afirmam que o resultado foi um sinal de abertura mas advertem que ao governo precisa agir com cautela.
As questões militares continuam dividindo os suíços e a imprensa suíça. O envio de soldados armados em missões de paz e o treinamento militar com outros exércitos, aprovados por curta maioria em voto popular no final de semana, é analisado por toda a imprensa na segunda-feira, 11.6.
A vitória do governo é “frágil” e não deve levar a qualquer triunfalismo, afirma o “Le Temps”, de Genebra. Na charge que ilustra o artigo, um pacifista e um agricultor atiram pedras contra um veículo militar suíço em missão de paz.
Para a “Liberté” de Fribourg, trata-se de um pequeno passo de abertura “mas muito reconfortante”. O diário econômico “Agefi” fala em “belo sinal de abertura, embora laborioso”.
Na suíça alemã, o resultado é visto como uma derrota do líder da direita nacionalista Christophe Blocher, adversário ferrenho da abertura política do país. Além de um do mais importantes partidos políticos do país (UDC), Blocher é um dos animadores da ASIN, Associação pour uma Suíça indenpendente e neutra.
Para o “Neue Zürcher Zeitung”, de Zurique, trata-se de uma derrota do UDC e da Asin, “apesar da grande campanha que fizeram”. O popular “Blick”, também de Zurique, exageram questionando se o resultado não significa o “fim de Blocher”.
Vários jornais interpretam o voto favorável aos soldados armados como uma tendência para a futura votação sobre a adesão da Suíça à ONU, prevista para o ano que vem, mas também como um sinal para o governo de que a direita nacionalista continua muito ativa e com respaldo de boa parte da população.
swissinfo com agências
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