Amar os povos que sonham
Hugo Loetscher, um dos mais importantes escritores suíços contemporâneos, escreve sobre o Brasil há 30 anos. Para ele, uma das grandes riquezas do Brasil é sua literatura. Ele é entusiasta da cultura brasileira porque "é preciso amar os povos que sonham."
Hugo Loestcher é um apaixonado pelo Brasil. Começou a se interessar pela “democracia racial” nos anos 60 que era um sonho para ele.
Decepcionou-se com a não realização dessa democracia devido as desigualdades econômicas e sociais mas continua acreditando.
“Não faz mal”, afirmou à swissinfo no Salão do Livro de Genebra, onde circula pela livraria do pavilhão brasileiro à procura de novas descobertas literárias.
Ironia e gosto pela vida
“O importante é que o Brasil continua indo na direção da democracia racial”, acrescenta.
Outro motivo de interesse pelo Brasil é o que o escritor suíço chama de “fantasia cultural”. Para ele, o Brasil não em apenas riqueza econômica mas cultural.
Loestcher considera que a poesia e a literatura
brasileiras contém “uma grande ironia quão tende à tragédia mas a uma enorme faculdade de viver.”
Ele lamenta que a literatura brasileira ainda seja tão pouco conhecida na Europa e diz que os suíços têm muito a descobrir dos escritores brasileiros.
swissinfo/Claudinê Gonçalves
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