Cinema suíço na Mostra de S.Paulo
Seis filmes e co-produções suíças vão participar da Mostra na capital paulista, até 2 de novembro. Um dos mais conhecidos autores suíços, Alain Tanner, enviou dois filmes mas não pode ir apresentá-los pessoalmente.
Richard Dindo e Clemens Klopfenstein estão em São Paulo. Os filmes de Dindo são documentais, sempre baseados em acontecimentos reais mas um pouco além do simples documentário.
Em S.Paulo, Dindo vai apresentar “Genet e Chatila”, baseado no massacre de Chatila durante a ocupação isralense do Líbano em 1982. Mas a leitura de Dindo, nessa obra, passa pelo livro “Um cativo amoroso” do poeta e dramaturgo francês.
“É um filme de leitura como outros”, afirma Dindo. “Chatila é o sonho da pátria perdida. Meu cinema é uma nostalgia da revolução perdida”, afirma o autor suíço, que se se prepara para rodar seu 22° filme.
Klopfeinstein vai apresentar “Quem tem medo do lobo?”, co-produção ítalo-suíça, um filme surrealista sobre a cultura teatral. Ele próprio considera o filme “bizarro” e incita o público a prestar mais atenção na interpretação dos atores do que no enredo.
Alain Tanner é dos mais conhecidos cineastas suíços. Ele não pode comparecer à Mostra mas enviou dois filmes: “Jonas terá 25 anos no ano 2000”, realizado em 1976, e “Jonas e Lila, até amanhã”, rodado recentemente. Ambos estão em concurso na categoria Perspectiva Internacional.
Thierry Ogier, São Paulo.
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