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Deputados decidem manter swissinfo

Câmara dos Deputados apóia site de jornalismo em 9 línguas. swissinfo.ch

A swissinfo está quase salva. O governo federal deverá continuar a subvencionar 50% do orçamento do site destinado aos suíços do estrangeiro e aos estrangeiros que se interessam pela Suíça.

A decisão foi votada na Câmara dos Deputados na quinta-feira (22/9), durante os debates sobre a revisão da Lei de Rádio e Televisão. Ainda falta a aprovação do Senado.

Por 93 votos contra 63, a Câmara dos Deputados aprovou quinta-feira (22/9) o retorno do subsídio federal a swissinfo, sucessor da Rádio Suíça Internacional.

O governo deve financiar metade do orçamento do site miltimídia em nove linguas que produz informações destinadas aos suíços do exterior e aos estrangeiros que se interessam pela Suíça.

A outra metade do orçamento deve ser assegurada, como já ocorria antes, pela Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR idée suisse, na sigla oficial), empresa de serviço público da qual swissinfo faz parte.

Nem a oferta, nem a qualidade dos serviços oferecidos por swissinfo foram colocadas em questão. O representante da minoria parlamentar, Marc Binder, da União Democrática do Centro (partido de direita), chegou mesmo a declarar que o “bom desempenho” do site swissinfo é incontestável. A única questão é saber quem vai pagar pelo serviço.

A voz da Suíça não deve ser enfraquecida

Chiara Simoneschi, deputada do Partido Democrata Cristão (PDC), revelou a que ponto swissinfo é importante. Ela lembrou que o site na Internet oferece aos suíços do estrangeiro uma ligação com sua pátria e que também tem o importante papel de ser uma espécie de “vitrine” da Suíça no mundo.

Essas dicussões são parte da nova lei do Rádio e da Televisão (LRTV), que tramita atualmente no Congresso e que deverá estar concluída até o final do ano.

O ministro da Comunicação, Moritz Leuenberger (Partido Socialista) ressaltou que a decisão parlamentar colide com o programa de corte de despesas decidido pelo governo federal em 2003.

De fato, nesse pacote de restrição orçamentária, o próprio Congresso havia cortado o subsídio federal a swissinfo, provocando a decisão da direção geral da SSR, de desmantelar o portal de informações multimídia.

As reações foram vivas, principalmente dos mais 623 mil suíços que vivem fora do país mas que mantém seu interesse pelo país e têm direito de voto.

Reações positivas

O voto favorável da Câmara dos Deputados provocou um grande número de reações positivas.

– Essa é a confirmação de que swissinfo deve continuar a existir no espaço editorial suíço – declarou o diretor de swissinfo, Beat Witschi.

– Estou muito feliz por essa decisão. Obviamente, se o Senado for pelo mesmo caminho, o programa de cortes anunciado em março terá de ser reformulado – assegurou o diretor geral da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão, Armin Walpen.

Já o diretor da Organização de Suíços do Estrangeiro (OSE), Rudolf Wyder, não escondia sua alegria pelo voto dado.

– “Eu estou seguro que o Senado Federal vai tomar uma posição semelhante. O aspecto positivo do choque provocado pelo anúncio de um programa de cortes tão drástico foi que agora os políticos conhecem bem swissinfo”, declarou.

Publicidade divide

Durante o debate da Lei de Rádio e Televisão (LRTV), a Câmara dos Deputados também decidiu que as rádios e tevês privadas devem uma parcela de 4% do imposto anual de mídia pago pelos suíços. Os outros 96% ficam com a SSR. Esse imposto totaliza 1,1 bilhão de francos.

As rádios privadas irão dividir entre si o montante de 16 milhões de francos sobre um arrecação geral de 400 milhões francos. As tevês privadas receberão 28 milhões sobre uma arrecadação geral de 700 milhões.

Os deputados também decidiram não autoriza a publicidade política ou religiosa nas televisões e nas rádios, com chegou a ser cogitado. Eles também determinaram que a propaganda de cerveja e vinho, até agora proibida, só poderá ser veiculada por emissoras locais. A publicidade de tabaco continua proibida para todos.

Finalmente, a Câmara dos Deputados também manteve o patrocínio para programas de rádio, que arrecada 15 milhões de francos para as emissoras do serviço público.

swissinfo com agências

Principais inovações da Lei de Rádio e Televisão:

– separação clara entre o serviço público e o privado.
– condições facilitadas para obter concessão para o setor privado.
– nova organização da direção geral do serviço público.
– novas regras para a publicidade e o patrocínio.

O que não muda:

– serviço público continua a cargo da SSR, da qual swissinfo é parte.
– serviço público é financiado pela taxa Rádio/TV e pela publicidade (só na televisão).

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SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR

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