Encerrado o 34° festival de Montreux
Um dos mais conhecidos festivais de jazz do mundo terminou no domingo. O festival que se desenvolve em 2 modernas salas e inclui espetáculos gratuitos ao ar livre reuniu 2500 músicos, inclusive do Brasil, e atraiu mais de 200 mil pessoas.
O festival Internacional de Montreux é verdadeira maratona com espetáculos variados das músicas dominantes, oferecendo atrações para diferentes gostos – do jazz tradicional à techno, passando pelo blues, rock, pop, reggae,funk, pela música popular, o fado, pela world music (caldeirão que aceita uma incrível miscelânea de gêneros musicais dos países em desenvolvimento).
Montreux tem portanto um pouco de tudo, atraindo em função da oferta, públicos variados e bastante fiéis. Se em uma noite há Deep Purple, em uma outra pode haver possibilidade de escolher Keith Jarret, Al Jarreau, B.B. King ou dezenas de outras vedetes como ocorreu nesta 34a. edição, de 6 a 23 de julho.
As 2 noites brasileiras, já tradicionais há 12 anos, reuniram este ano:
no dia 15, Positive Force, Paralamos do Sucesso, Martinho da Vila e D.Ivone Lara;
e dia 16, representantes do Nordeste, com a Banda Eva tocando para Elba Ramalho, Lula Queiroga, Geraldo Azevedo, Moraes Moreira, André Rio e Naná Vasconcelos. Veio também Alceu Valença e sua própria banda.
Quando o festival começou 34 anos atrás, em 3 dias reuniu 1200 pessoas. Hoje essa cifra corresponde ao número de gente que colabora com o diretor, Claude Nobs, durante o evento. O festival cresceu até atingir o formato atual de 16-17 dias.
Mas o aspecto comercial também se desenvolveu de maneira surpreendente. E durante o festival reina na cidade de Montreux um ambiente de quermesse, com barracas onde se vendem desde comidas típicas de muitos países – inclusive do Brasil – até roupas, bijuterias e bugigangas. A chuva estragou a metade do festival, mas parece que não há descontentes.
J.Gabriel Barbosa
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