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Festival de Cinema de Friburgo projeta América Latina

Cena do filme "Houve uma vez dois verões", do cineasta Jorge Furtado. Divulgação

Seis dos onze filmes em competição na 17a edição do Festival Internacional de Cinema de Friburgo vêm da América Latina.

Na exibição de longas metragens ficcionais, quatro filmes são argentinos e dois brasileiros.

O Festival de Cinema de Friburgo é especialista em filmes do Hemisfério Sul, que normalmente não encontram espaço nos grandes eventos internacionais como o Festival de Cannes ou de Berlin.

No ano passado, os espectadores suíços assistiram filmes asiáticos. Esse ano é a vez do cinema latino-americano ter o seu destaque: de 16 a 23 de março, 87 filmes, vindos de 40 diferentes países, estarão sendo exibidos nas telas dos cinemas de Friburgo, cidade bilíngüe na Suíça. Desse grande pacote de obras cinematográficas, dezoito películas vêm da América do Sul e Central.

Na principal exibição, que contém os filmes de longa metragem ficcionais, seis das onze obras que serão exibidas também são latino-americanas (quatro argentinas e duas brasileiras).

Cineastas brasileiros que estarão em Friburgo: Jorge Furtado e Eliane Caffé

“Houve Uma Vez Dois Verões”, do cineasta Jorge Furtado, e “Narradores de Javé”, de Eliane Caffé, são os filmes brasileiros que serão exibidos na mostra de longa-metragem ficcional.

Nessa parte do festival, quatro filmes argentinos participarão: “Histórias mínimas”, do cineasta Carlos Sorín, e “Lugares comunes”, de Adolfo Aristaráin – ambas obras muito aclamadas e premiadas no ano passado no Festival de San Sebastián (Espanha) – assim como “Cajá negra”, de Luis Ortega e “y Potestad”, de Luis D’Angiolillo.

“Esta seleção resulta de uma ampla oferta de excelentes filmes da América Latina, que recebemos nos últimos meses. Não tivemos nenhuma intenção de dar um destaque especial ao continente ou procurar um equilíbrio, pelo fato de termos exibido muitos filmes asiáticos no ano passado”, afirma Martial Knaebel, diretor artístico do evento em Friburgo.

Comunicação entre latinos e suíços

Um aspecto que define a 17a edição do Festival é a “confluência das necessidades dos povos do sul de fazer-se escutar e a necessidade do público suíço de ver certo tipo de películas”, ressalta Knaebel.

A crise econômica na Argentina e em muitos outros países da América Latina, o clima de tensão na Venezuela, a nova situação política no Brasil e o novo despertar do movimento social na região marcam “esse jogo de necessidades e explicam, de certa forma, a forte presença latino-americana no evento em Friburgo.

swissinfo, Sergio Ferrari, Friburgo

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