Festival de Montreux volta às origens
Graças à reforma da sala em que começou o festival, 38 anos atrás, a programação é ampliada com 16 noites de jazz.
Luiz Melodia, Paralamas do Sucesso, João Bosco e um outro convidado ainda não definido serão as atrações brasileiras este ano, de 2 a 17 de julho.
Montreux é um caso único de uma cidade que ficou mundialmente conhecida através de um festival de música. A cidade está do mesmo tamanho mas o festival não pára de crescer.
Brasileiros sempre estiveram presentes
Este ano, em sua 38a edição, de 2 a 17 de julho, o Montreux Jazz Festival terá 115 shows pagos e outro tanto gratuitos. O orçameto de 16,3 milhões de francos (US 12 milhões) também é recorde. No ano passado, foram vendidos 86 mil ingressos. O objetivo este ano é vender 100 mil.
A novidade é que o festival volta aos seus antigos amores e volta a merecer a denominação Jazz, que nunca havia abandonado apesar da programação ter se distanciado do gênero nos últimos anos.
A sala do Casino, onde o festival nasceu e cresceu, foi renovada e agora é exclusivamente dedicada ao jazz e gêneros correlatos. Estão programados, entre outros, Al Jarreau, Bob MacFerrin, James Taylor, Patti Austin, Herbie Hancock e Chick Corea.
João Bosco e banda tocam no Casino dia 13 em que também estão programados Gonzalo Rubalcaba e o quarteto de Ravi Coltrane.
Programação por sala
No fundo, as três salas do festival passam a ter programações específicas. Na maior delas, o auditório Stravinski apresentam-se geralmente grandes nomes do rock, pop e blues. Entre muitos outros, tocarão ali Deep Purple, B.B. King, Phil Collins e Van Morrison, além de três noites em que Santana vai se apresentar outros grandes músicos.
Luiz Melodia, Paralamas do Sucesso e o Grupo Revelação, tocarão na sala Stravinski dia 11.
A sala Miles Davis fica cada vez mais dedicada à música eletrônica, ao hip-hop e às ditas músicas do mundo. Na abertura vai ter reggae, depois eletropop com Blonde Redhead, uma noite africana com Rokia Traoré e Oumou Sangaré, hip-hop com Black Eyed, etnojazz, groove etc.
Música de graça
Tem ainda o festival “off”, com mais de 200 grupos em 4 palcos ao ar livre. Esses shows são gratuitos mas a novidade é que um júri profissional e o público vão julgar os melhores que serão integrados ao programa oficial do ano que vem.
No ano passado, além do público pagante, 240 mil pessoas freqüentaram as dependências do festival e o festival “off”.
swissinfo, Claudinê Gonçalves
– De 2 a 17 de julho, a 38a edição terá 115 concertos pagos e outro tanto gratuitos no festival “off”.
– O festival passa a utilizar 3 salas e a programação se especializa para cada uma delas.
– No ano passado, foram vendidos 86 mil ingressos. Este ano, o objetivo é 100 mil.
– O orçamento deste ano é de 26,3 milhões de francos (US 12 milhões)
– Brasileiros confirmados: Luiz Melodia, Paralamas do Sucesso e João Bosco.
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